Hilton Coelho e Professor Hamilton queimam bandeira dos Estados Unidos
Ato realizado em Salvador: Hilton Coelho e Professor Hamilton queimam bandeira dos Estados Unidos
Por João Tramm.
Durante um ato realizado nesta segunda-feira (5), o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) e o vereador Professor Hamilton (PSOL) repercutiram após vídeo postados nas redes sociais. Hilton Coelho e Professor Hamilton queimam bandeira dos Estados Unidos em protesto contra a atuação norte-americana na América Latina.
A manifestação aconteceu em Salvador e os manifestantes entoavam palavras de ordem como "fora, Trump, da América Latina".

Hilton Coelho e Professor Hamilton queimam bandeira dos Estados Unidos
A atividade foi realizada na Praça Castro Alves, tendo sido registrada em vídeo, divulgado pelo próprio parlamentar nas redes sociais. As imagens mostram a presença de apoiadores de Hilton Coelho, militantes do PSOL e integrantes de outros movimentos políticos.
Na legenda da publicação, o deputado afirmou: "Bandeira do imperialismo em chamas. Venezuela soberana. Nenhum império manda na América Latina". O ato foi motivado pela reação à captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em uma ação atribuída a forças especiais dos Estados Unidos, em Caracas.
Além de filiados do PSOL, o protesto reuniu representantes de outras siglas de esquerda, como o PSTU, e membros de entidades sindicais, entre elas o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira (Sintracom) e a Central dos Trabalhadores (CTB).
Entenda crise Venezuela x Estados Unidos
A invasão dos Estados Unidos na Venezuela trouxe novas incertezas para a América Latina e reacendeu o debate sobre os impactos regionais de conflitos internacionais. Invasão dos EUA na Venezuela acende alerta para política de refugiados na Bahia, especialmente diante do histórico recente do estado no acolhimento de migrantes venezuelanos e da ausência de uma estrutura pública contínua para lidar com possíveis novos fluxos migratórios.
Na madrugada de sábado, o presidente Donald Trump anunciou, por meio da plataforma Truth Social, que forças norte-americanas haviam realizado uma missão para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa.
Embora a ação tenha surpreendido parte da comunidade internacional, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que o planejamento da operação vinha sendo desenvolvido há meses e incluiu ensaios detalhados.
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De acordo com as informações, tropas de elite dos Estados Unidos, incluindo integrantes da Delta Force, construíram uma réplica do esconderijo de Maduro e treinaram a entrada na residência fortificada.
Ainda segundo fontes, a Agência Central de Inteligência (CIA) mantinha uma equipe em solo venezuelano desde agosto, responsável por fornecer informações sobre a rotina do presidente, o que teria facilitado a captura.
Outras duas fontes ouvidas pela agência Reuters afirmaram que a CIA também contava com um informante próximo a Maduro, que estaria preparado para indicar a localização exata do presidente durante a operação.
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Com o planejamento concluído, Trump aprovou a missão quatro dias antes de sua execução. Militares e agentes de inteligência, no entanto, teriam sugerido aguardar condições climáticas mais favoráveis.
Nas primeiras horas de sábado, a Operação Absolute Resolve começou, com o objetivo de capturar Maduro. Trump acompanhou a ação em tempo real, cercado por assessores em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida. O avião que transportava Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, chegou, no início da noite de hoje, a Nova York, nos Estados Unidos.
A condução da operação, que durou várias horas, foi detalhada por quatro fontes e pelo próprio presidente dos Estados Unidos.
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