Dino suspende quebra de sigilo de investigados no caso INSS, incluindo Lulinha
Flávio Dino suspendeu nesta quinta-feira (5) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados pela CPMI do INSS
Por Dinaldo dos Santos.
O ministro do STF Flávio Dino suspendeu nesta quinta-feira (5) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados pela CPMI do INSS, incluindo Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão publicada na Folha de São Paulo amplia uma medida concedida na quarta-feira (4) à empresária Roberta Moreira Luchsinger.

Segundo o ministro, a comissão pode voltar a deliberar sobre o tema, se considerar necessário. Ele também afirmou que a decisão não interfere nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. A medida foi tomada após a circulação pública de dados bancários de Lulinha. A defesa apresentou petição ao STF, além de comunicar o possível vazamento à Polícia Federal e à CPMI.
Conforme informações enviadas à comissão, Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em quatro anos. Os dados foram divulgados pelo portal Metrópoles e confirmados pelo jornal Folha.
A defesa afirmou que o vazamento configura crime grave e disse que adotará medidas para identificar e punir os responsáveis.
Lula: “Se tiver filho meu nisso, será investigado”
No final do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que todas as pessoas envolvidas, mesmo que indiretamente, no esquema de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS sejam investigadas, inclusive, seus familiares. “Quem tiver envolvido vai pagar o preço”, disse em entrevista à imprensa, no Palácio do Planalto.

Descontos indevidos
Em novembro de 2025, o Governo Federal anunciou o início do processo para que herdeiros e pensionistas solicitassem o ressarcimento de valores descontados indevidamente por entidades associativas nos benefícios de pessoas já falecidas. A medida visou reparar um erro que afetou cerca de 800 mil benefícios entre março de 2020 e março de 2025.
Os descontos, obtidos em benefícios previdenciários de indivíduos que já não eram vivos, foram identificados pelo Governo e agora terão seus valores devolvidos aos sucessores legais.
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