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20/04/2022 11h06 | Atualizado em 20/04/2022 15h02

Vereadores governistas pedem anulação de mudanças nas comissões na Câmara de Salvador promovidas por Geraldo Jr.

No documento, os parlamentares exigem, além da anulação do ato, o anúncio do cálculo da proporcionalidade e o número máximo de vereadores de cada partido que fará parte das comissões

Vereadores governistas pedem anulação de mudanças nas comissões na Câmara de Salvador promovidas por Geraldo Jr. Foto: Reginaldo Ipê / CMS
Matheus Caldas

Vereadores líderes partidários da base do prefeito Bruno Reis (UB) protocolaram nesta quarta-feira (20/4), na Câmara de Salvador, um pedido de anulação sobre as mudanças promovidas na última terça-feira (19/4) nas comissões da Casa, num processo autorizado pelo presidente Geraldo Jr. (MDB).

O ex-vice-presidente do Legislativo municipal, Duda Sanches, gravou um vídeo para comprovar a protocolização do ofício à Diretoria da CMS.

"Sem dúvida nenhuma, um processo feito às escuras e estamos aqui representando todos os partidos da nossa base contra esses absurdos", afirmou, em vídeo obtido pelo Aratu On.

No documento, os parlamentares exigem, além da anulação do ato, o anúncio do cálculo da proporcionalidade e o número máximo de vereadores de cada partido que fará parte das comissões.

Em outro trecho do ofício, os vereadores pedem que seja estabelecido o prazo para que cada líder apresente os nomes dos vereadores de suas bancadas, blocos ou partidos "que deverão fazer parte das comissões de acordo com o número anunciado". 

Duda esteve acompanhado do líder do Governo, Paulo Magalhães Jr. (UB), além dos vereadores Emerson Penalva (PDT), Ricardo Almeida (PSC), Alberto Braga (Republicanos), Fábio Souza (SD) e Claudio Tinoco (UB). 

Ao Aratu On, Tinoco indicou que há possibilidade de judicializar a questão. "Infelizmente, sim, porque não temos qualquer espaço de diálogo e reparação administrativa desses atos", criticou.

Segundo o parlamentar, há casos de colegas que tentaram falar com Geraldo após a ação, mas sem êxito. 

A cisão entre os governistas com Geraldo começou no início do mês, quando, sem alarde ele promoveu uma manobra para se reeleger mais uma vez como presidente da Casa. Logo depois, ele foi anunciado como vice na pré-candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT) ao Governo da Bahia, numa movimentação que surpreendeu ACM Neto (UB) e Bruno Reis. 

Com o rompimento, as trocas de farpas passaram a ser constantes e os ataques mútuos se tornaram públicos, inclusive com discussões nos plenários da Casa. O União Brasil, inclusive, chegou a judicializar a eleição que reconduziu Geraldo à presidência. 

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Fonte: Matheus Caldas