O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encerra nesta sexta-feira (10/7) o tratamento com a hidroxicloroquina, medicamento cuja eficácia contra o novo coronavírus não tem confirmação científica, mas que vem sendo defendido pelo mandatário desde o início da pandemia.

"Estou sozinho hoje, tendo em vista eu estar infectado pelo vírus. Não tem ninguém aqui na sala, a dez metros de distância tem um cara aqui na sala, então, não tem problema de estar contaminando ninguém aqui, para evitar, inclusive, críticas", afirmou, durante sua live semanal na quinta-feira (9/7).

Sobre a mesa, ele tinha uma caixa de hidroxicloroquina, que voltou a divulgar. "Estão dizendo que estou fazendo propaganda da hidroxicloroquina. Não tenho nenhum negócio com esta empresa", disse o presidente. "Quem não quiser tomar cloroquina que não tome. Agora, não fique aí querendo proibir as pessoas que, porventura, queiram tomar, uma vez contaminadas e depois de uma recomendação médica, o façam", afirmou.

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AUSÊNCIA MINISTROS

Em dois momentos da live, lamentou não estar acompanhado de algum ministro, como sempre acontece em suas transmissões, e disse que isso deve se repetir na próxima semana. "Me desculpa aqui não poder interagir com vocês. Nem na semana que vem vai ser possível porque eu acho que não vou estar ainda completamente livre do vírus, então, não vou ter ninguém do meu lado aqui​", disse Bolsonaro.

O presidente começou a tomar a cloroquina na última segunda-feira (6/7), um dia antes do resultado do exame que constatou que ele tem Covid-19. Por causa dos efeitos colaterais do medicamento, Bolsonaro tem feito três avaliações por dia. De acordo com um integrante da equipe médica que acompanha o presidente, o mandatário estava bem nesta quinta e não apresentou nenhum efeito colateral ao remédio.

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