Pelo segundo ano consecutivo, os brasileiros não irão ajustar os relógios para dar início ao horário de verão, instrumento usado com o objetivo de economizar o consumo de energia em 10 estados que registram maior luminosidade natural entre os meses de outubro e fevereiro.

A iniciativa foi  instituída no verão de 1931, pelo então presidente, Getúlio Vargas. A versão de estreia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. No verão seguinte, foi reeditada a medida com o mesmo tempo de duração. Posteriormente, a adoção da medida foi retomada em períodos não consecutivos, nos anos de 1949 até 1953 e de 1963 até 1968. 

O horário de verão passou a ser recorrente a partir de 1985, até ser revogada pelo presidente Jair Bolsonaro, em abril de 2019, após um estudo do Ministério de Minas e Energia (MME). O órgão teria apontado que com o fim da mudança temporária o consumidor teria uma economia de R$ 100 milhões.

"Nos últimos anos, com as mudanças no hábito de consumo da população e a intensificação do uso do ar condicionado, o período de maior consumo diário de energia elétrica foi deslocado para o período da tarde, quando o horário de verão não tinha influência. Como a luz traz consigo o calor, o horário de verão também passou a produzir um efeito de aumento de consumo em determinados horários, que já superavam seus benefícios", explicou o MME em nota na época.

A redução da economia do horário de verão começou a ser percebida e questionada em 2017, quando foi registrada uma queda de consumo da ordem de 2.185 megawatts, equivalente a cerca de R$ 145 milhões. Em 2013, a economia havia sido de R$ 405 milhões, caindo para R$ 159,5 milhões em 2016, uma queda de 60%.


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