Robinho foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais durante a última semana. O jogador, condenado por estupro na Itália teve o seu contrato pelo Santos suspenso após cobranças nas redes sociais e a perda de dois patrocínios. Ele comentou sobre a situação na última sexta-feira (16/10) e negou as acusações.

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De acordo com o site Uol, o jogador afirmou estar arrependido de ter traído a esposa, Vivian e negou ter estuprado a jovem libanêsa, afirmando que tudo foi "consensual". Robinho também disse não se lembrar direito do que aconteceu na madrugada de 22 de janeiro de 2013.

"Não tive relação sexual com ela, não. A gente teve relação entre homem e mulher, relações que homem tem com a mulher, mas não chegou a ter nenhuma relação sexual, nenhuma penetração, nada disso", disse. "Quando eu saí, os garotos continuaram lá com consentimento dela. Se eles fizeram alguma coisa com ela, não posso falar por eles. Eu sei o que eu fiz e com consentimento dela, entendeu?", completou. 

"Eu me arrependo de ter traído a minha esposa. Esse é meu arrependimento. A questão é: qual foi o erro que eu cometi? Qual foi o crime que eu cometi? O erro foi não ter sido fiel a minha esposa, não cometi nenhum erro de estuprar alguém, de abusar de alguma garota ou sair com ela sem o consentimento dela", afirmou. Ele também criticou o movimento feminista.

"Infelizmente, existe esse movimento feminista. Muitas mulheres às vezes não são nem mulheres, para falar o português claro. E se levantam contra porque coisas que homens...Eu não sou bonito, sou casado com a minha esposa, mas se eu sair na rua, e a mulher falar: 'oi, lindo, gostoso' tem uma conotação. Se eu mexer com você com falta de respeito é totalmente diferente.", disse.

ENTENDA O CASO

Gravações obtidas pelo programa Globo Esporte mostram o atacante e um amigo comentando o acontecido. A Justiça italiana condenou ele e um amigo, Ricardo Falco, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo contra uma jovem de origem albanesa. O caso aconteceu numa boate de Milão chamada Sio Café, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013, e foi julgado na mesma cidade em novembro de 2017. 

Em uma das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha nenhuma câmera na boate que flagrasse eles com a jovem.

A trascrição começa com Falco falando: "Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela", diz. Robinho responde que tem certeza que um dos seus amigos gozou dentro da vagina da mulher abusada. Falco, então, responde que não acredita. "Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si", diz ele, ao que o jogador confirma.

Outra gravação, feita em janeiro de 2014, mostra Robinho zombando da situação com outro amigo, o músico Jairo Chagas. "Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu. [...] Olha, os caras estão na merda... Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi [nome de amigo 2] e os outros fod*r*m ela, eles vão ter problemas, não eu... Lembro que os caras que pegaram ela foram [nome de amigo 1] e [nome de amigo 2].... Eram cinco em cima dela", disse o jogador, segundo a reportagem.

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No mesmo mês, em mais uma conversa com o músico, Robinho tenta criar um falso álibi. "A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa", começa. "Mas você também transou com a mulher?", questiona Jairo. O atacante nega e cita três amigos que teriam feito o abuso. "Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela", insite o músico. "Isso não significa transar", finaliza o santista.

Há ainda uma outra ligação, a uma pessoa não identificada, onde Robinho diz que “não havia prova de que fizemos alguma coisa”. A decisão italiana ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas de Robinho e Ricardo Falco. A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro.

Além deles, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual. Todos saíram da Itália e retornaram ao Brasil durante a fase de investigação.

PATROCÍNIO

Após a divulgação do áudio, a empresa Kicaldo, que estampa a manga do uniforme do Santos, rescindiu o contrato com o clube. "Depois da reportagem veiculada pelo Globoesporte.com, a nossa posição é que o clube rescinda com o jogador Robinho. Estamos aguardando a posição do clube. Se eles rescindirem, a gente mantém a parceria. Se não, a gente não vai mais patrocinar a equipe", disse a assessoria da empresa a UOL.

Outra marca decidiu abandonar o patrocínio logo após a contratação do atacante. A Orthopride, empresa de ortodontia, anunciava dentro dos números da camisa do Peixe desde maio de 2018.

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