Ícone do basquete do Brasil, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

O ex-atleta foi a óbito minutos depois de ter recebido atendimento médico em decorrência de um mal-estar súbito.

Por Victor Souza.

O ícone do basquete brasileiro, Oscar Schmidt morreu, nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O ex-atleta foi a óbito minutos depois de ter recebido atendimento médico em decorrência de um mal-estar súbito. 

Oscar Schmidt

Em 2011, ele foi diagnosticado com um glioma de baixo grau (tumor cerebral). No entanto, não seguiu com seu tratamento. Nos últimos anos ele enfrentava alguns outros problemas de saúde.

Apelidado de “Mão Santa” por conta de sua habilidade em fazer pontos no esporte, Oscar registrou números imbatíveis ao decorrer de seus 25 anos de carreira como jogador profissional. 

Ele foi considerado um dos principais atletas com maior facilidade e precisão nos arremessos e por sua capacidade de decisão em momentos decisivos. Em sua história, Schmidt se tornou o maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos.

Oscar conquistou o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, realizando 1.093 pontos. Ele participou de cinco edições consecutivas dos Jogos, sendo a principal referência da seleção brasileira.

Na Seleção Brasileira de basquete, o jogador conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Ele foi também medalhista de bronze no Mundial de 1978, realizado nas Filipinas.

No geral, Oscar conquistou 7.693 pontos em 326 partidas oficiais disputadas entre 1977 e 1996, números que mostram sua longevidade e consistência em alto nível.

Oscar era irmão do jornalista e apresentador do Big Brother Brasil, Tadeu Schmidt. O apresentador ainda não se pronunciou sobre a despedida de seu irmão. 

Tratamento contra o câncer

Em 2022, o ex-jogador anunciou que não prosseguirá com o seu tratamento contra um câncer no cerébro neste ano. Na ocasião, ele disse que não iria continuar com as sessões de quimioterapia. Oscar passou por cirurgias no mesmo ano, no entanto, o problema voltou a aparecer. 

"Parei esse ano (com a quimioterapia). Eu mesmo decidi parar. Antes, morria de medo de morrer. Fechar o olho e não acordar mais, para mim, era um terror. Graças ao tumor, perdi esse medo. Não quero ser melhor o palestrante ou o melhor jogador. Quero ser um marido e pai melhor", disse Oscar em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!.

Oscar Schmidt disse que sua grande vontade é se dedicar mais a família. O ex-jogador é casado com Maria Cristina Victorino há mais de 40 anos e é pai de Filipe, de 36 anos, e Stephanie, de 33. Oscar é tio do campeão olímpico no vôlei de praia Bruno Schmidt.

Foto: Redes Sociais

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