Advogada suspeita de ligação com facção BDM é suspensa pela OAB-BA
O anúncio da suspensão de Poliane foi publicado no Cadastro Nacional dos Advogados.
Por Victor Souza.
A Ordem dos Advogados do Brasil na Bahia (OAB-BA) suspendeu o registro da advogada Poliane França Gomes. A profissional obteve a suspensão após ser presa por envolvimento com a facção criminosa Bonde do Maluco (BDM), em novembro de 2025. A prisão ocorreu na Operação Rainha Sul, que mirou lideranças e integrantes de uma organização criminosa ligada a organizações criminosas do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O anúncio da suspensão de Poliane foi publicado no Cadastro Nacional dos Advogados. Em nota enviada ao Aratu ON, a OAB-BA explicou que o processo disciplinar que investiga a advogada tramita em sigilo. Segundo a entidade, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) não pode se manifestar sobre casos do tipo.
Somente as partes, a defesa de Poliane e a Justiça baiana podem acessar mais detalhes do processo de suspensão. A medida contra a advogada chega após investigações da Polícia Civil indicarem que ela foi identificada como a principal articuladora externa do líder máximo da facção, custodiado no Presídio de Serrinha. Na época da prisão, França Gomes foi localizada com aproximadamente R$ 190 mil em espécie.
Relação com integrante do BDM
De acordo com a PC, a investigada manteve relacionamento íntimo com o chefe da organização, Leandro de Conceição Santos Fonseca, conhecido pelo vulgo de "Shantaram".
À época, um colar de ouro e diamantes foram apreendidos com a mulher. Os objetos traziam as iniciais “RS” e o apelido “Querido”, associados a Leandro de Conceição Santos Fonseca, apontado como chefe do grupo criminoso.
No mês de dezembro, a Polícia Militar comunicou que Poliane seria transferida para o Batalhão de Choque da PM, em Lauro de Freitas, ou para outra unidade prisional que disponha de cela especial adequada.

LEIA MAIS: Irmãos vítimas de acidente na rodoviária de Itambé têm pernas amputadas
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).