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05/03/2024 11h30 | Atualizado em 05/03/2024 11h31

Operação da PF combate tráfico de animais na Bahia; 9 mandados são cumpridos

No decorrer da apuração da Polícia Federal, foi identificada a existência de uma associação criminosa entre comerciantes de aves ilegais, da fauna silvestre e exótica.

Operação da PF combate tráfico de animais na Bahia; 9 mandados são cumpridos Foto: divulgação/PF
Dinaldo Santos

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (5/3), a Operação Voo Livre com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrente de investigação relativa ao tráfico ilegal de animais no estado da Bahia.

A investigação, segundo a PF, teve início com a apreensão de uma arara-azul-grande, que estava sendo comercializada, com anilha falsa, juntamente com outras aves da fauna silvestre nacional.

No decorrer da apuração, foi identificada a existência de uma associação criminosa entre comerciantes de aves ilegais, da fauna silvestre e exótica, que negociam animais de difícil reprodução em cativeiro, como Araras e Tucanos, o que indica que muitos tenham sido retirados ainda filhotes da natureza, para anilhamento, criação e revenda.

PREJUÍZO

A PF ressaltou que o tráfico de animais silvestres causa enorme prejuízo à fauna brasileira, criando graves desequilíbrios ambientais, inclusive em ecossistemas protegidos, podendo expor determinadas espécies ao risco de extinção. Dessa forma, a criação de animais silvestres somente é permitida, quando adquiridos de criadores comerciais registrados no IBAMA, que possuam Cadastro Técnico Federal (CFT) e autorização no Sistema Nacional de Gestão de Fauna (SisFauna).

Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária da Bahia, tendo os animais aprendidos sido encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do INEMA, para reabilitação e possível devolução a natureza.

Os investigados pela comercialização dos animais irão responder pelos crimes de tráfico e maus-tratos de animais, associação criminosa, receptação e falsificação de selo ou sinal público. As penas, somadas, podem chegar a 15 anos de reclusão.

A ação da PF contou com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) e do Centro de Triagem de Animais Silvestres CETAS/INEMA.

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