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16/11/2022 20h54 | Atualizado em 16/11/2022 20h59

OMS diz que tripledemia é “nova ameaça” para a América do Sul; entenda

Situação ocorre quando é constatada a coexistência do vírus Sars-CoV-2, da Covid-19; influenza, da gripe; e do vírus sincicial respiratório (VSR).

OMS diz que tripledemia é “nova ameaça” para a América do Sul; entenda Foto: ilustrativa/Pexels
Beatriz Bulhões

Com o novo aumento de casos de Covid, a população brasileira recebeu um alerta da diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada a Organização Mundial de Saúde (OMS),  Carissa Etienne.  Ela afirmou nesta quarta-feira (14/11) que a tripledemia é uma nova ameaça para a saúde no continente americano. 

A situação acontece quanto é constatado, ao mesmo tempo, uma paciente com os vírus Sars-CoV-2 (Covid-19), influenza (gripe) e vírus sincicial respiratório (VSR). A diretora da Opas ainda comentou que nos maiores países da América do Norte e no Brasil o número de crianças internadas com VSR está cada vez maior. As informações são do portal Metrópoles.

Ela ressaltou que, mesmo não existindo uma vacina aprovada contra o VSR, os imunizantes contra a Covid-19 e gripe ajudam a proteger as pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos.

COVID

Ainda segundo a diretora da Opas, só na última semana foi registrado um aumento de 70% nos casos de Covid-19 nas Américas em comparação com o mês de outubro. Ao mesmo tempo, os países da América do Sul, como Brasil, Chile e Peru, tiveram uma maior quantidade de mortes pelo coronavírus ou pelo VSR.

“A situação pode ser melhorada, mas precisamos da colaboração de todos para que isso aconteça. Toda vez que nos tornamos coniventes, ou seja, não levamos as recomendações a sério, aumentamos os riscos de contaminação. A ameaça a um país é uma ameaça a toda a região”, afirma Carissa.

A diretora mencionou a redução das testagens de Covid-19 e alertou que a subnotificação dos casos contribui para a maior disseminação deste vírus. Ela indica que todos permaneçam alerta às medidas de proteção recomendadas, como a utilização de máscaras e a higienização constante das mãos, evitando também a infecção pela influenza e pelo VSR.

Carissa lembra ainda que o aumento dos diagnósticos é esperado, mas a situação segue um padrão diferente em 2022. “Os casos de doenças respiratórias sempre aumentam no fim do ano, especialmente em países frios, como Estados Unidos e Canadá. Mas, este ano, estão aumentando antes do esperado, inclusive na América do Sul”, afirma.

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