Ouro, cobiça e história: curiosidades do troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo guarda curiosidades que vão muito além do brilho do ouro e da emoção da conquista
Por Dinaldo dos Santos.
O momento em que o capitão da seleção campeã ergue o troféu da Copa do Mundo é uma das imagens mais marcantes do esporte. Mas o objeto mais cobiçado do futebol guarda curiosidades que vão muito além do brilho do ouro e da emoção da conquista.

Troféu da Copa do Mundo
Adotado pela FIFA em 1974 para substituir a histórica Taça Jules Rimet, o atual troféu foi criado pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga. A peça mede 36,8 centímetros de altura, pesa 6,175 quilos e é confeccionada em ouro maciço de 18 quilates. Apesar da aparência robusta, existe um detalhe que surpreende muita gente: a taça é oca por dentro.
A escolha não foi apenas estética. Se fosse totalmente maciça, a peça pesaria entre 70 e 80 quilos, tornando praticamente impossível que os jogadores a levantassem durante a comemoração do título. A estrutura oca garante resistência e um peso adequado para a tradicional celebração dos campeões.
Outro detalhe pouco conhecido está na base do troféu. Além das duas faixas verdes feitas de malaquita, uma pedra semipreciosa, ela possui pequenas placas onde são gravados os nomes das seleções campeãs.
No entanto, esse espaço é limitado: há capacidade para registrar os vencedores apenas até a Copa do Mundo de 2038. Depois disso, a FIFA deverá substituir o troféu por um novo modelo.

Ao contrário do que muitos imaginam, o país vencedor também não leva para casa a taça original. Até a Copa de 2002, a seleção campeã permanecia com o troféu até o Mundial seguinte. A partir de 2006, porém, a FIFA alterou o protocolo.
Os jogadores erguem a peça original apenas durante a cerimônia de premiação e, em seguida, recebem uma réplica banhada a ouro. O troféu verdadeiro retorna ao Museu do Futebol da FIFA, em Zurique, na Suíça.
O atual modelo substituiu a lendária Taça Jules Rimet, conquistada em definitivo pelo Brasil após o tricampeonato de 1970. O destino da antiga peça, porém, é cercado por mistério. Em 1983, ela foi roubada da sede da CBF, no Rio de Janeiro, e jamais foi recuperada.
A principal hipótese das investigações é que os criminosos tenham derretido o ouro, transformando um dos maiores símbolos da história do futebol em um tesouro perdido.
Maiores vencedores do atual troféu
Desde que passou a ser utilizado, em 1974, apenas sete seleções conseguiram levantar o atual Troféu da Copa do Mundo:
- Alemanha – 3 títulos (1974, 1990 e 2014);
- Argentina – 2 títulos (1978 e 1986);
- Itália – 2 títulos (1982 e 2006);
- Brasil – 2 títulos (1994 e 2002);
- França – 2 títulos (1998 e 2018);
- Espanha – 1 título (2010).

Assim, embora o Brasil siga como o maior campeão da história das Copas do Mundo, com cinco títulos no total, apenas dois deles foram conquistados com o troféu atual. Os três primeiros vieram com a Taça Jules Rimet, eternizada pela conquista do tricampeonato em 1970.
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