Quem era Erlan Bastos, jornalista que morreu aos 32 anos
O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu neste sábado (17), em Teresina, no Piauí
Por Da redação.
O jornalista e apresentador Erlan Bastos morreu neste sábado (17), em Teresina, no Piauí. A informação foi confirmada pela colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles. Natural de Manaus, Amazonas, ele era radicado no Piauí e tinha trajetória consolidada no jornalismo de entretenimento e investigativo, com atuação em emissoras como Record, TV Meio Norte e em projetos digitais.
Em Teresina, Erlan iniciou e consolidou a carreira como jornalista local, com foco em entretenimento e bastidores da notícia. No portal Em Off, publicou reportagens exclusivas e conteúdos sobre famosos e celebridades. Mais recentemente, atuava como apresentador do programa “Bora Amapá”.

Possível causa da morte
Segundo informações divulgadas por pessoas próximas, o primeiro diagnóstico apontou tuberculose, que teria evoluído para o estômago. Internado há 15 dias, Erlan estava intubado, com água no pulmão, e os médicos trabalhavam com a possibilidade de câncer de intestino, segundo tipo mais incidente no Brasil. A cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos em julho do ano passado, foi acometida pela mesma doença. A causa da morte, porém, ainda não foi divulgada oficialmente.
A suspeita é de tuberculose peritoneal.

Nota de falecimento
Em nota, a equipe do programa Bora Amapá lamentou a morte do apresentador e destacou sua atuação profissional. Leia a íntegra:
“Com imenso pesar, nos despedimos de Erlan Bastos, apresentador do Bora Amapá, que chegou há pouco tempo para integrar nossa equipe, mas deixou uma marca profunda e definitiva no jornalismo do estado.
Em um período tão breve, Erlan conseguiu o que muitos levam anos para construir: mudou os rumos do jornalismo investigativo e crítico no Amapá. Com coragem, compromisso com a verdade e uma postura firme diante dos fatos, ele deu voz a denúncias, provocou reflexões e fortaleceu o papel do jornalismo como instrumento de fiscalização, justiça e cidadania.
Sua presença era intensa, sua fala era direta e seu trabalho, necessário. Erlan não se acomodava. Questionava, investigava e seguia em frente, sempre com o olhar atento às demandas da sociedade amapaense. Sua atuação elevou o debate público e reforçou a importância de um jornalismo independente, responsável e comprometido com o interesse coletivo.
A partida inesperada e precoce deixa um vazio imenso, na redação, nas telas, no jornalismo e em todos que acreditam na força da informação como agente de transformação. Mas seu legado permanece vivo: nas reportagens, nas denúncias reveladas, na coragem que inspirou colegas e na consciência crítica que ajudou a despertar.
Erlan Bastos parte cedo demais, mas deixa uma história que não será esquecida. Nossa solidariedade à família, aos amigos, aos colegas de trabalho e a todo o povo do Amapá”.
Até o momento, não há informações oficiais sobre velório e sepultamento.
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