MP volta a contestar cachê de Maiara e Maraisa para o São João na Bahia

MP volta a contestar cachê de Maiara e Maraisa; valores de contrato chamara a atenção

Por Anna Caroline Santiago.

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) voltou a recomendar a revisão de contratos de artistas contratados para os festejos juninos de 2026. Entre os nomes citados na nova recomendação estão a dupla Maiara e Maraisa e o cantor Rey Vaqueiro, que já haviam sido alvo de questionamentos do órgão anteriormente.

De acordo com documento expedido no último dia 5 de junho, o contrato de Rey Vaqueiro, no valor de R$ 500 mil, apresenta discrepância em relação à média estadual de cachês registrada em 2025, estimada em R$ 280 mil e corrigida para cerca de R$ 290 mil. Segundo a promotora de Justiça responsável pelo caso, o valor supera em mais de 60% o parâmetro considerado razoável.

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MP volta a contestar cachê de Maiara e Maraisa para o São João na Bahia. Foto: Divulgação

MP volta a contestar cachê de Maiara e Maraisa

Já a contratação da dupla Maiara e Maraisa, por R$ 784 mil, ultrapassa o limite de R$ 700 mil estabelecido pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo MP-BA, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

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Entre as medidas recomendadas pelo Ministério Público estão a suspensão do contrato de Rey Vaqueiro até a conclusão das apurações, o envio dos processos administrativos de contratação dos artistas, a publicação dos contratos no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e a apresentação de documentos que comprovem a saúde financeira do município.

Em maio deste ano, Maiara e Maraisa, Rey Vaqueiro e o cantor Léo Foguete já haviam sido alvo de recomendações semelhantes após o órgão identificar indícios de superfaturamento e possíveis irregularidades nas contratações para o São João.

Além dos valores considerados elevados, o MP-BA apontou a ausência de publicidade obrigatória de alguns contratos nos portais de transparência. No caso de Maiara e Maraisa, o cachê para a apresentação no município não foi localizado no PNCP.

Apesar disso, o Ministério Público reconhece que os valores cobrados pela dupla em apresentações realizadas na Bahia em 2026 têm superado os R$ 700 mil. Diante desse cenário, o órgão recomendou que, caso o contrato ultrapasse esse montante, a prefeitura apresente comprovação objetiva de capacidade financeira para justificar a despesa.

Foto: Divulgação

Outra suspensão

Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) recomendou a suspensão das apresentações da banda Calcinha Preta e do cantor Netto Brito em Iraquara. Os contratos, firmados pelo Município para o São João, somam R$ 936 mil e, segundo o órgão, apresentam valores acima dos praticados no mercado.

A recomendação, expedida pelo promotor de Justiça Lucas Peixoto Valente na quarta-feira (6), leva em consideração dados do Painel de Transparência dos Festejos Juninos e do Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP), que apontam valores acima da média estadual.

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