Cultura dos povos originários é celebrada no Programa Artesanato da Bahia

Iniciativas reforçam o protagonismo dos povos originários e impulsionam a geração de renda

Por Da redação.

O Programa Artesanato da Bahia celebra toda a vasta cultura dos povos originários, com diferentes iniciativas, em prol do mês dedicado a matriz indígena. Um conjunto de ações estratégicas, que ao longo dos últimos meses, fortaleceram o artesanato e a cultura indígena, promovendo a inclusão produtiva e a valorização das tradições ancestrais.

Artesanato Brasileiro

Entre as iniciativas estão os festivais de grande porte e a criação de espaços de referência, que consolidam o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e o reconhecimento da identidade cultural baiana.

O Festival Nacional de Artesanato da Bahia (Fenaba) é um dos exemplos dessa trajetória. Realizado em outubro de 2025, o evento reuniu mais de 500 artesãos de todo o Brasil na Arena Fonte Nova, em Salvador. 

Em quatro dias de intensa programação cultural, a ação teve como o tema “Letras e Ritmos: A Sinfonia do Artesanato da Bahia”. Um dos pontos altos foi o Caminho Ancestral, uma homenagem aos povos originários que evidenciou a força do fazer artesanal e deu protagonismo às matrizes indígenas presentes na produção cultural brasileira.

Ainda em 2025, a valorização do artesanato indígena ganhou destaque na Feira do Artesanato da Bahia – Edição Acampamento Terra Livre Bahia (ATL), realizada em novembro. A feira contou com a participação de mais de 30 etnias indígenas de todas as regiões do estado, que expuseram suas produções artesanais tradicionais. Peças em madeira, cerâmica, fibras naturais e outras tipologias revelaram a diversidade e a riqueza do patrimônio cultural dos povos originários, conectando produtores e consumidores em um ambiente de troca e reconhecimento.

O ano de 2026 começou com um evento inédito e de grande impacto: o I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI), realizado em janeiro, em Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália. Este foi o primeiro festival realizado neste formato, reunindo artesãos de cerca de 20 povos indígenas e consolidando-se como uma experiência cultural e um vetor econômico fundamental para a região. Como legado institucional, o FABI celebrou a inauguração do Centro de Referência do Artesanato da Bahia. 

Concebido para acolher, fortalecer e potencializar o trabalho de artesãs e artesãos, funcionando como um espaço de atendimento para renovação da Carteira Nacional do Artesão, realização de atividades formativas, organização de eventos e ações de valorização da produção artesanal, além de manter uma vitrine expositiva para divulgação dos trabalhos do Shopping Indígena.

O balanço do FABI também é marcado por avanços concretos na formalização e no acesso a oportunidades. Um dos momentos mais simbólicos foi a entrega de 126 Carteiras Nacionais de Artesão, instrumento decisivo para a inclusão produtiva e para a participação em editais, feiras e políticas públicas do setor. Somam-se a isso os certificados de cursos de precificação, vitrinismo e participação em eventos de comercialização, concedidos a 16 artesãos e artesãs após um ciclo formativo realizado de 31 de janeiro a 3 de fevereiro, no âmbito do Programa de Qualificação do Artesanato da Bahia. Essas ações reforçam o compromisso do Programa em capacitar e empoderar os artesãos, garantindo que suas produções alcancem novos mercados e gerem renda de forma sustentável.

“O artesanato indígena da Bahia é mais que expressão estética: é memória viva que atravessa o tempo, conecta ancestralidade e presente, e transforma saber em sustento gerando renda, dignidade e futuro para os povos originários.”, disse o coordenador de formato ao Artesanato da Bahia, Weslen Moreira. 

Espaço conceito

Complementando essas iniciativas, o Programa Artesanato da Bahia também vem ampliando espaços de visibilidade para produções de povos e comunidades tradicionais em equipamentos culturais da capital. Um exemplo é o Espaço Conceito, inaugurado no anexo revitalizado do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), dedicado à arte popular e ao artesanato de povos e comunidades tradicionais.

O espaço conta com um acervo que reúne trabalhos de artesãos e artesãs de comunidades quilombolas de Salvador, Baixo Sul, Extremo Sul e Litoral Norte, e de povos indígenas das etnias Tupinambá, Pataxó, Kiriri, Kaimbé e Funiô, garantindo que a riqueza cultural desses grupos esteja presente em todas as exposições e lojas do Muncab.

Como parte dessas ações, entre os dias 24 e 26 de abril, o  Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC) recebe a 5ª edição do Abril do Artesanato Indígena, dentro da programação da Ocupação Origem. A iniciativa reúne a Feira Artesanato da Bahia – Edição Indígena e a Mostra do Artesanato e da Arte Contemporânea Indígena, promovendo comercialização, visibilidade e intercâmbio cultural em torno da produção dos povos originários.

As iniciativas refletem uma política pública robusta e sensível, que reconhece o artesanato como um pilar da economia criativa e um guardião da memória e da identidade cultural. 

Para o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Augusto Vasconcelos, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Estado com a valorização das identidades culturais e o fortalecimento da economia solidária. 

“O Abril Indígena no MAC é mais do que uma programação cultural, é uma ação concreta de valorização dos povos originários, que une tradição, identidade e geração de renda. Estamos falando de políticas públicas que reconhecem o artesanato como trabalho digno e estratégico para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades”. 

 

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