Vai ao banco nesta quinta (20)? Veja como a paralisação dos bancários afeta os clientes
Agências podem ter atendimento afetado nesta quinta-feira (20), durante paralisação dos bancários em todo país
Por Ananda Costa.
A paralisação dos bancários nesta quinta-feira (20) pode afetar o atendimento presencial em agências de todo o país. A mobilização foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17), após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante as negociações da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026.

Para quem precisa realizar operações bancárias, a principal orientação é priorizar os canais digitais e os demais serviços que continuam disponíveis, como aplicativos dos bancos, internet banking, caixas eletrônicos e correspondentes bancários.
A paralisação não significa necessariamente que todas as agências estarão fechadas, já que a mobilização depende da adesão dos trabalhadores em cada local.
Mesmo com a mobilização dos funcionários, diversos serviços bancários podem continuar sendo realizados normalmente por canais de atendimento alternativos.
Entre as opções estão:
- Aplicativos dos bancos: pagamentos, transferências, Pix, consulta de saldo e extrato, entre outras operações;
- Internet banking: permite realizar diferentes transações sem precisar ir até uma agência;
- Caixas eletrônicos: podem ser utilizados para saques, depósitos e outras operações, conforme os serviços oferecidos por cada banco;
- Correspondentes bancários: estabelecimentos credenciados podem oferecer serviços bancários, dependendo do banco e da operação;
- Pix: transferências e pagamentos podem ser realizados pelo sistema normalmente, desde que o serviço esteja disponível no aplicativo da instituição.

Paralisação dos bancários
A mobilização faz parte da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026. Entre as reivindicações estão aumento real nos salários, reajuste do piso, melhorias nos vales-refeição e alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a criação de um piso para trabalhadores da área de tecnologia da informação.
A categoria também cobra melhores condições de trabalho, com medidas contra metas consideradas abusivas, redução das desigualdades salariais e de oportunidades, além da suspensão de demissões em massa e investimentos em qualificação e requalificação profissional.
Na sétima rodada de negociações, realizada em 13 de agosto, a Fenaban não apresentou uma proposta de índice de reajuste para salários e demais verbas. A categoria rejeitou as propostas apresentadas e aprovou a paralisação de 20 de agosto.
Outras greves no Brasil
IBGE

Servidores do IBGE na Bahia e no Rio de Janeiro deflagraram greve nesta semana em meio a uma série de reivindicações contra medidas adotadas pela direção nacional do instituto. Na Bahia, cerca de 40% dos trabalhadores de 50 unidades aderiram ao movimento, segundo a categoria.
A paralisação foi iniciada no dia 10 de agosto e é organizada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE). Outras oito unidades do instituto na Bahia estão em estado de greve e devem realizar assembleias ao longo desta semana para decidir sobre a adesão ao movimento.
Entre os principais motivos da greve estão mudanças nas regras de trabalho para servidores que ingressaram pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), alterações na progressão da carreira e questões relacionadas à remuneração da indenização de campo.
Segundo a ASSIBGE, os servidores que entraram pelo concurso haviam sido informados de que poderiam aderir ao regime de trabalho híbrido após um ano. A entidade afirma que essa previsão foi modificada por uma portaria publicada em julho, pouco antes do fim do estágio probatório de parte dos trabalhadores.
O sindicato contesta a mudança e afirma que a decisão foi tomada sem negociação prévia com os servidores. A entidade também informou ter apresentado um mandado de segurança para tentar suspender os efeitos da medida.
Inema
Trabalhadores terceirizados do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), contratados pela empresa Creta Comércio e Serviços, entraram em greve nesta quinta-feira (13). Os funcionários cobram a regularização dos salários, que estão atrasados.
Os funcionários se reuniram durante a manhã para manifestar insatisfação com a situação e cobrar uma solução para o pagamento dos vencimentos. Segundo os trabalhadores, ainda não há previsão para a regularização dos salários.
De acordo com Maurício Roxo, presidente do Sindicato dos Terceirizados, dos Trabalhadores da Limpeza Urbana e do Asseio e Conservação de Salvador (Siemaco), a situação representa mais um episódio de descaso com os funcionários.
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