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Servidores do IBGE de dois estados deflagram greve; confira o que muda na Bahia

Greve dos servidores do IBGE chega à Bahia; veja o que pode acontecer

Por Liven Paula.

Servidores do IBGE na Bahia e no Rio de Janeiro deflagraram greve nesta semana em meio a uma série de reivindicações contra medidas adotadas pela direção nacional do instituto. Na Bahia, cerca de 40% dos trabalhadores de 50 unidades aderiram ao movimento, segundo a categoria.

Servidores do IBGE na Bahia e no Rio de Janeiro deflagraram greve nesta semana.| Foto: Ascom IBGE

 

A paralisação foi iniciada no dia 10 de agosto e é organizada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (ASSIBGE). Outras oito unidades do instituto na Bahia estão em estado de greve e devem realizar assembleias ao longo desta semana para decidir sobre a adesão ao movimento.


Servidores do IBGE na Bahia aderem à paralisação


Entre os principais motivos da greve estão mudanças nas regras de trabalho para servidores que ingressaram pelo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), alterações na progressão da carreira e questões relacionadas à remuneração da indenização de campo.


Segundo a ASSIBGE, os servidores que entraram pelo concurso haviam sido informados de que poderiam aderir ao regime de trabalho híbrido após um ano. A entidade afirma que essa previsão foi modificada por uma portaria publicada em julho, pouco antes do fim do estágio probatório de parte dos trabalhadores.


O sindicato contesta a mudança e afirma que a decisão foi tomada sem negociação prévia com os servidores. A entidade também informou ter apresentado um mandado de segurança para tentar suspender os efeitos da medida.


Reivindicações dos servidores do IBGE 


A pauta apresentada pela categoria reúne diferentes reivindicações. Entre elas está o cumprimento do compromisso relacionado ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD) para os servidores que ingressaram pelo CPNU.

Os trabalhadores também pedem a criação de comissões paritárias para discutir o programa e a experiência do concurso unificado, além do retorno dos critérios anteriores para a indenização de campo.

 

Reivindicações dos servidores do IBGE.| Foto: Ascom IBGE

 

 

A categoria ainda cobra reajuste e garantia de direitos para os trabalhadores temporários, eleição do Comitê de Carreira e negociação dos dias paralisados durante a greve do núcleo Chile.

Outro ponto defendido pelos servidores é a reabertura dos canais de diálogo com a direção do instituto e a adoção de mecanismos de gestão democrática.

O que muda na Bahia com a greve dos servidores do IBGE 

 

Apesar da greve, o IBGE informou, em nota, que segue funcionando normalmente e cumprindo o plano de trabalho previsto. A direção do instituto também afirmou que mantém diálogo com os servidores por meio dos espaços institucionais e dentro dos marcos legais e administrativos vigentes.

O que faz um servidor do IBGE?


Os servidores do IBGE atuam na produção de informações e estatísticas sobre o Brasil. O trabalho envolve atividades de coleta, organização, análise e divulgação de dados sobre temas como população, emprego, renda, economia e agricultura.

O que faz um servidor do IBGE.| Foto: Ascom IBGE

Essas informações são utilizadas para acompanhar a realidade do país e auxiliar na elaboração de políticas públicas e no planejamento de diferentes setores.

Além da Bahia, a paralisação também ocorre no Rio de Janeiro, onde a sede nacional do IBGE e a Superintendência no estado aderiram ao movimento.

 

Bahia tem segunda maior taxa de desemprego do país, de acordo com IBGE

 

A Bahia tem 9,1% de desemprego no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). O índice coloca o estado entre as unidades da federação com as maiores taxas de desocupação do país.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a taxa de desemprego na Bahia ficou 3,7 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 5,4% no período.

O estado ficou à frente apenas do Amapá, que registrou a maior taxa do país, com 9,8%. Pernambuco e Piauí aparecem logo abaixo da Bahia, ambos com 8,3%.

Em 2025, a taxa de desemprego na Bahia se manteve em terceiro lugar. O estado registrou uma taxa de desocupação de 8,5% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)

 

 

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