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Bahia tem segunda maior taxa de desemprego do país, de acordo com IBGE

Bahia tem 9,1% de taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026, segundo o IBGE; índice baiano ficou bem acima da média nacional de 5,4%

Por Laraelen Oliveira.

A Bahia tem 9,1% de desemprego no segundo trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14). O índice coloca o estado entre as unidades da federação com as maiores taxas de desocupação do país.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a taxa de desemprego na Bahia ficou 3,7 pontos percentuais acima da média nacional, que foi de 5,4% no período.

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A taxa de desemprego na Bahia chegou a 9,1% no segundo trimestre de 2026, enquanto a média nacional ficou em 5,4%/Foto: Reprodução 

O estado ficou à frente apenas do Amapá, que registrou a maior taxa do país, com 9,8%. Pernambuco e Piauí aparecem logo abaixo da Bahia, ambos com 8,3%.

Em 2025, a taxa de desemprego na Bahia se manteve em terceiro lugar. O estado registrou uma taxa de desocupação de 8,5% no terceiro trimestre de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua)

Bahia tem 9,1% de taxa de desemprego e fica acima da média nacional

A Bahia tem 9,1% de desemprego, enquanto outros estados apresentaram índices significativamente menores. Santa Catarina teve a menor taxa do país, com 2,1%, seguida por Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%.

Confira as taxas de desemprego registradas no segundo trimestre de 2026:

  • Santa Catarina: 2,1%
  • Mato Grosso: 2,2%
  • Espírito Santo: 2,3%
  • Rondônia: 2,6%
  • Mato Grosso do Sul: 2,7%
  • Paraná: 3,1%
  • Minas Gerais: 3,8%
  • Goiás: 4,0%
  • Tocantins: 4,1%
  • Rio Grande do Sul: 4,2%
  • Roraima: 5,0%
  • Paraíba: 5,4%
  • São Paulo: 5,4%
  • Rio Grande do Norte: 5,6%
  • Maranhão: 6,0%
  • Pará: 6,2%
  • Distrito Federal: 6,5%
  • Acre: 6,6%
  • Ceará: 6,6%
  • Rio de Janeiro: 7,1%
  • Amazonas: 7,5%
  • Alagoas: 7,9%
  • Sergipe: 7,9%
  • Piauí: 8,3%
  • Pernambuco: 8,3%
  • Bahia: 9,1%
  • Amapá: 9,8%

A média nacional ficou em 5,4%.

Taxa de desemprego recua no Brasil 

Apesar da taxa ainda elevada em alguns estados, o desemprego na Bahia faz parte de um cenário nacional de redução da desocupação. No Brasil, a taxa caiu de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% entre abril e junho.

Entre as unidades da federação, 13 registraram queda na taxa de desemprego no período, enquanto as demais permaneceram estáveis.

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As maiores reduções foram observadas no Rio Grande do Norte, com queda de 1,9 ponto percentual, seguido por Acre e Paraíba, ambos com recuo de 1,6 ponto percentual.

Desemprego de longo prazo atinge menor nível da série histórica

A Pnad Contínua também apontou redução no número de brasileiros que estão há pelo menos dois anos procurando emprego.

A taxa de desemprego colocou a Bahia atrás apenas do Amapá no ranking nacional do segundo trimestre de 2026/Foto: Reprodução 

Segundo o IBGE, 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação no segundo trimestre de 2026. Esse foi o menor contingente registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 15,6%.

Mulheres e pessoas pretas e pardas têm taxas maiores

Os dados também mostram diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população. Entre os homens, o índice ficou em 4,6%, abaixo da média nacional. Já entre as mulheres, a taxa chegou a 6,4%. Na divisão por cor ou raça, a taxa de desocupação foi de 6,9% entre pessoas pretas e de 6,1% entre pardas. Entre pessoas brancas, o índice ficou em 4,2%.

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O IBGE não utiliza a expressão "população negra" na divulgação dos dados. O Estatuto da Igualdade Racial, porém, considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.

A Pnad Contínua acompanha o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais e considera diferentes formas de ocupação, incluindo trabalhadores com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores por conta própria.

A taxa de desemprego de longo prazo também apresentou queda, com 1,06 milhão de pessoas procurando trabalho há pelo menos dois anos/Foto: José Cruz / Agência Brasil

Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

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