Apoios no 2º turno: para onde podem ir os votos de Zema, Caiado, Cury e Renan?
Apoios no 2º turno podem movimentar o cenário da eleição presidencial; veja o que os candidatos derrotados no primeiro turno já disseram sobre Lula e Flávio Bolsonaro
Por Dinaldo dos Santos.
Os apoios no segundo turno da eleição para presidente podem ganhar peso na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com o resultado do primeiro turno definido, as declarações de Zema, Caiado, Cury e Renan ajudam a indicar os caminhos que seus grupos políticos e eleitores poderão seguir na segunda etapa da eleição.

Apoios no segundo turno entram no radar de Lula e Flávio
Os apoios no segundo turno passaram a ser um dos pontos de atenção após a definição dos dois candidatos que seguem na disputa. Entre os derrotados, conforme publicação do Uol, as manifestações têm características diferentes e incluem declaração de voto, posições de neutralidade e liberdade para que integrantes de partidos façam suas próprias escolhas.
Romeu Zema (Novo) já havia sinalizado que apoiaria Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno contra Lula. Após o resultado das urnas, o candidato voltou a afirmar que permaneceria contra o PT na segunda etapa.
Ronaldo Caiado (PSD), por sua vez, não anunciou apoio formal a nenhum dos dois candidatos. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que os filiados da legenda terão liberdade para escolher quem apoiar.
Augusto Cury (Avante), que terminou o primeiro turno na terceira colocação, também não declarou apoio a Lula ou Flávio. O candidato defendeu que os dois concorrentes considerem propostas apresentadas durante a campanha e falou em pacificação do país.
Renan Santos (Missão) igualmente não anunciou voto em nenhum dos candidatos. Apesar de ter feito uma avaliação sobre o possível desfecho da disputa, afirmou que não recomendaria voto em Lula ou Flávio. O partido também liberou seus integrantes para decidir individualmente.

O que as declarações indicam
O segundo turno começa, portanto, com diferentes posições entre os candidatos que ficaram fora da disputa. Zema já manifestou uma direção clara, enquanto Caiado, Cury e Renan adotaram posições que deixam seus grupos políticos e eleitores diante de diferentes possibilidades.
A movimentação ganha relevância porque os votos obtidos pelos quatro candidatos no primeiro turno passam a integrar o cálculo político da nova etapa da eleição. Os apoios no 2º turno, entretanto, não significam necessariamente que todos os eleitores seguirão a orientação de seus antigos candidatos.
A campanha de Lula e Flávio Bolsonaro agora entra em uma nova fase, na qual declarações de lideranças, alianças partidárias e manifestações de candidatos derrotados podem ganhar espaço até a votação de 25 de outubro.
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