Confira quais trabalhadores baianos podem ser beneficiados pelo fim da escala 6x1
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cerca de 596.501 trabalhadores da Bahia podem ser diretamente alcançados pela mudança
Por Liven Paula.
Trabalhadores baianos das áreas de comércio, telemarketing, hotelaria e serviços de alimentação estão entre os que podem ser beneficiados com o fim da escala 6x1, proposta que está em discussão no Congresso Nacional. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cerca de 596.501 trabalhadores da Bahia podem ser diretamente alcançados pela mudança.
A PEC, aprovada nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados, prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além de dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial. O texto agora segue para análise do Senado.
Em todo o Brasil, cerca de 14,8 milhões de trabalhadores CLT atuam atualmente na escala 6x1. Por outro lado, profissionais autônomos, motoristas e entregadores de aplicativo, servidores públicos e categorias com jornadas especiais, como médicos e professores, não devem ser diretamente impactados pela proposta.
Veja algumas das categorias que serão beneficiadas:
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Atendentes de call center e telemarketing
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Vendedores de loja
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Operadores de caixa
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Repositores de supermercados
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Balconistas
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Recepcionistas de hotéis
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Camareiras
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Funcionários de supermercados
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Trabalhadores de bares e restaurantes
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Atendentes de fast food
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Garçons
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Auxiliares de serviços gerais
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Frentistas
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Estoquistas
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Trabalhadores de shopping centers
Fim da escala 6x1 preocupa indústria baiana após avanço da proposta no Congresso
O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Congresso Nacional acendeu um alerta entre empresários baianos do ramo industrial. Após a aprovação da pauta na Câmara dos Deputados, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) que representa os empresários da indústria, divulgou uma nota oficial defendendo cautela nas mudanças das regras trabalhistas e cobrando mais debate sobre os impactos da medida.

Segundo a entidade, o fim da escala 6x1 envolve alterações profundas na jornada de trabalho e pode afetar diretamente setores que funcionam de forma contínua, como indústria, comércio, construção civil, saúde, petroquímica e serviços.
Alerta da FIEB
No posicionamento, a FIEB afirma que reconhece a importância do debate sobre qualidade de vida, descanso e modernização das relações de trabalho. Entretanto, a federação informa entender que mudanças estruturais precisam passar por análise técnica, diálogo amplo e planejamento para evitar prejuízos ao emprego formal e à competitividade das empresas.
A entidade destaca que a proposta em discussão não trata apenas da redução da carga horária semanal, mas também envolve mudanças na jornada diária e no número de dias de descanso. Para o setor produtivo, isso pode comprometer modelos operacionais já consolidados em diferentes atividades econômicas.
A federação também chama atenção para os desafios enfrentados por pequenas e médias empresas, que teriam mais dificuldade para absorver custos adicionais, contratar novos funcionários e investir em tecnologia para adaptação ao novo modelo.
O que pensa a população brasileira
A maioria dos brasileiros apoia o fim da escala 6X1 , segundo pesquisa divulgada pela Nexus. Contudo, quando considerada uma redução salarial por consequência da medida, a aprovação, anteriormente estimada em 73% cai para 43%.

O tema ganhou fôlego nesta semana depois que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), deu início à tramitação da matéria com o envio da proposta para a Comissão de Constituição e Justiça. A expectativa, conforme Motta, é ter um texto pronto para votar em maio.
O projeto atual impede empregadores de descontar da remuneração de funcionários eventuais mudanças nos horários. A pesquisa indica que a grande maioria do país (84%) é favorável à ideia de que trabalhadores tenham ao menos dois dias de folga na semana.
Mas só 12% dizem entender com clareza o que está no projeto na Câmara.
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