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Eleitores denunciam seções fechadas em Salvador após prorrogação da votação

Relatos apontam que locais de votação impediram a entrada de eleitores após as 17h

Por Isabela Cardoso.

Eleitores denunciaram dificuldades para votar em diferentes locais de Salvador neste domingo (25), mesmo após uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação até as 19h em todo o país. Os relatos incluem colégios com portas fechadas, urnas supostamente lacradas e pessoas impedidas de entrar nas seções eleitorais.

Eleitores relatam portas fechadas e urnas lacradas em Salvador

Entre os locais citados estão os colégios Serravale, Heitor Villa-Lobos, Luís Viana, Ana Bernardes, Vale dos Lagos e Kleber Pacheco, além da Associação Atlética. Também houve relato de um eleitor que chegou ao Pavilhão de Aulas 3 (PAF 3), em Ondina, dentro do período de prorrogação, mas não conseguiu votar.

Na Associação Atlética, eleitores afirmaram que várias seções já estavam encerradas e que apenas duas urnas permaneciam abertas para quem chegasse até as 18h. Já no Colégio Ana Bernardes, em Cajazeiras VI, houve relato de portas fechadas por volta das 17h35.

No Colégio Ana Bernardes, localizado em Cajazeiras VI, eleitores também relataram que as portas estavam fechadas por volta das 17h35, mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou a votação até as 19h.

 

 

Um vídeo registrado pouco depois das 17h também mostrou o Colégio Estadual Kleber Pacheco, no bairro de Pernambués, aparentemente com as atividades eleitorais encerradas, apesar da decisão judicial que estendeu o prazo para votação.

Já no Colégio Heitor Villa-Lobos, as portas estariam fechadas por volta das 18h30, segundo relatos. No Colégio Luís Viana, eleitores afirmaram que o local chegou a ser reaberto por cerca de dez minutos, mas fechou novamente em seguida, impedindo que pessoas ainda tentassem votar.

 

 

 

 

Eleitor diz que foi impedido de votar em Ondina

Um eleitor relatou que chegou ao PAF 3, em Ondina, por volta das 17h30, depois de viajar de Fortaleza. Segundo ele, o voo sofreu atraso e, ao chegar à zona eleitoral, foi informado de que as urnas já haviam sido encerradas.

“Eu tô aqui na minha zona e é no PAF 3 de Ondina, zona 2. Eu voltei aqui no primeiro turno e cheguei de Fortaleza, teve um atraso no meu voo, vim correndo, cheguei aqui 17h30, dentro do prazo que o STF estabeleceu para que ocorresse a prorrogação. E tô impedido de votar até então porque as urnas foram encerradas e a gente não consegue votar”, afirmou.

O eleitor disse que pretendia permanecer no local à espera de uma nova decisão para conseguir exercer o direito ao voto.

TSE discute como cumprir decisão do STF

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reuniram a portas fechadas para discutir como cumprir a decisão de Cristiano Zanin, que determinou a extensão do horário de votação até as 19h.

A medida foi tomada após uma ação apresentada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, diante de relatos de restrições na circulação do transporte público em diferentes cidades brasileiras.

Na decisão, Zanin considerou graves as denúncias sobre a falta de transporte e determinou que o recebimento dos votos fosse prorrogado por até duas horas, em todas as seções eleitorais do país, cabendo ao TSE adotar as providências necessárias.

A decisão, porém, provocou um impasse em locais onde a votação havia sido encerrada oficialmente às 17h, com urnas eletrônicas desligadas e boletins de urna já emitidos.

Advogado aponta necessidade de nova orientação eleitoral

O advogado Vandilson Costa, da Federação Brasil da Esperança, afirmou que algumas seções eleitorais já haviam encerrado a votação antes de receber a decisão que prorrogou o horário até as 19h. Segundo ele, em determinados locais, o boletim de urna já havia sido emitido.

“Segundo as informações que eu colhi, a decisão já chegou lá após o horário de encerramento da urna e também porque já não tinha mais eleitor naquele local”, explicou.

Costa afirmou que, nesses casos, seria necessária uma nova orientação da Justiça Eleitoral para definir como viabilizar a continuidade da votação. “Só uma ordem do TSE ou do TRE, em acordo com o TSE, para adotar medidas no sentido de reabrir a votação”, disse.

O advogado ressaltou que não seria possível simplesmente reabrir as urnas eletrônicas já encerradas e apontou a necessidade de uma decisão sobre como proceder nesses locais.

Ele também afirmou que a divulgação da totalização dos votos poderia ser interrompida durante a prorrogação, já que ainda haveria eleitores com possibilidade de votar.

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