Prorrogar votação é fato inédito na era da urna eletrônica
Votação deste domingo (25) foi prorrogada para às 19h em uma decisão inédita, mas medidas similares já aconteceram em outros anos
Por Da redação.
Fonte: SBT News
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar a extensão do período de votação, por duras horas adicionais, é inédita na história das eleições brasileiras – pelo menos desde a adoção das chamadas urnas eletrônicas, em 1994.

Em 2022, por exemplo, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pediu a extensão do horário de votação em locais afetados por operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na região Nordeste. Naquela ocasião, porém, o então presidente do tribunal, Alexandre de Moraes, rejeitou a prorrogação.
Na eleição de 2000, isso também aconteceu e o desfecho foi o mesmo: o TSE indeferiu um pedido de extensão por três horas em razão de um feriado religioso judaico.
Em esclarecimento adicional, porém, o ministrou afirmou a decisão só pode ser cumprida nos locais onde as urnas não foram fechadas. Na sequência, Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, orientou os Tribunais Regionais Eleitorais a cumprirem a decisão de Zanin.
O caso teve como pano de fundo o fato de que ambas as campanhas à Presidência -- de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -- acionaram a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para pedir a extensão do horário de votação do segundo turno das eleições.
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