UFBA entrega diplomas para estudantes perseguidos na ditadura militar
UFBA comemora 80 anos com homenagem aos mortos e desaparecidos durante ditadura militar e entrega diplomas a estudantes perseguidos no período; confira programação completa
Por Laraelen Oliveira.
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) comemora seus 80 anos de história com atividades que começaram nesta segunda-feira (6) e irão até o dia 10 de julho, celebrando a trajetória da instituição e reunindo debates sobre ciência, cultura e artes. A abertura do evento será realizada às 17h, no Salão Nobre da Reitoria.
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O Congresso UFBA 80 anos reunirá entrega de diplomas a pessoas que fizeram parte da construção da história da instituição. Segundo o reitor Paulo Miguez, o congresso representa um momento para revisitar a trajetória da universidade na ciência, cultura, artes e pensamento crítico diante dos desafios contemporâneos.
Programação do Congresso UFBA 80 anos
A programação do evento inclui a Mesa “Tecendo Saberes em Aquilombamento”, para dialogar sobre ancestralidade, expressão cultural e construção de ancestralidade, no dia 8 de julho , das 16h às 17h30 , na Sala 212 no PAF I , Campus Ondina, Salvador. Com mediação de Regina Teixeira ,doutoranda em Educação.
A mesa será com os convidados:
- Babalorixá e professor Lailton Bezerra, sacerdote do Ilê Asé Omi Omo Airá Kobose (Ilê Axé Koboxê);
- Evelyn Cerqueira, estudante de Enfermagem;
- Ìyá Máyiè do do Ilê Asé Omi Omo Airá Kobose;
- As pesquisadoras Marineide Xavier e Jaguaraci Aragão;
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Já no dia 9 de julho, às 17h, vai acontecer a cerimônia Memória da Resistência, também no Salão Nobre da Reitoria. O evento homenageará mortos, desaparecidos e perseguidos pela ditadura civil-militar na Bahia e fará a entrega de diplomas simbólicos de conclusão de curso a estudantes que tiveram a graduação interrompida pelo regime.
Perseguição aos Estudantes da UFBA na Ditadura Militar
Durante a Ditadura Militar no Brasil, a Universidade Federal da Bahia tornou-se um importante espaço de debate político, produção intelectual e mobilização estudantil. Muitos estudantes participavam de assembleias, manifestações e entidades representativas, como diretórios acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), defendendo a democracia, os direitos humanos e o fim da repressão. O governo militar considerava essas atividades uma ameaça ao regime e classificava diversos estudantes como "subversivos", mesmo quando suas ações eram pacíficas e voltadas à defesa das liberdades civis.
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Como consequência, estudantes, professores e servidores da UFBA passaram a ser alvo de intensa vigilância, perseguição e censura. Muitos foram presos, interrogados, torturados, expulsos da universidade ou tiveram seus direitos políticos cassados, especialmente após a promulgação do Ato Institucional Número Cinco (AI-5), que ampliou os poderes repressivos da ditadura.
UFBA mantém índices e ocupa 21ª posição entre melhores universidades brasileiras
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) segue entre as principais instituições de ensino superior do Brasil, ocupando a 21ª colocação no ranking 2026 do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR).
Além do reconhecimento acadêmico, a universidade passou por uma mudança na gestão. Após quatro anos fora do cargo, o professor João Carlos Salles foi eleito reitor da UFBA e retornará ao comando da instituição. A vitória foi confirmada quando a apuração alcançou cerca de 90% das urnas, 40 das 44 previstas, tornando o resultado matematicamente irreversível.
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