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Sem blusinhas? Veja situação da greve dos Correios na Bahia

Greve dos Correios segue por tempo indeterminado, enquanto TST determina manutenção de 80% dos funcionários em atividade

Por Laraelen Oliveira.

A Greve dos Correios continua nesta segunda-feira (14), sem previsão de encerramento na Bahia. A paralisação começou na sexta-feira (11), após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Mesmo com a mobilização, as agências dos Correios permanecem abertas. Uma decisão liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) também determinou que pelo menos 80% dos funcionários de cada unidade ou estabelecimento continuem trabalhando durante a paralisação.

Greve dos Correios foi iniciada após trabalhadores rejeitarem a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028. A paralisação segue por tempo indeterminado/Foto: Joédson Alves/Agência Brasil 

Para quem aguarda uma encomenda, ainda não há confirmação sobre a possibilidade de atrasos. Os Correios não informaram se os prazos de entrega serão ampliados ou quais regiões podem ser mais afetadas pela greve.

A situação ocorreu logo após os bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciarem uma greve por tempo indeterminado na Bahia. A paralisação foi comunicada oficialmente pelo Sindicato dos Bancários da Bahia.

Greve dos Correios pode atrasar encomendas?

Os Correios afirmam que adotaram um plano emergencial para manter o funcionamento dos serviços durante a paralisação.

Entre as medidas estão o remanejamento de veículos, a convocação de funcionários de áreas administrativas para auxiliar na operação e a realização de mutirões para dar continuidade ao tratamento e à distribuição de encomendas.

A greve dos Correios ocorre durante as negociações do novo acordo coletivo da categoria, que envolve reivindicações relacionadas a direitos trabalhistas, condições de trabalho e assistência médica/Foto: Reprodução 

Segundo a estatal, a rede de atendimento continua funcionando. No entanto, o impacto da greve pode variar de acordo com a adesão dos trabalhadores em cada região.

Clientes que precisarem consultar uma situação específica podem entrar em contato com os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou utilizar os canais digitais da empresa.

Por que os funcionários dos Correios entraram em greve?

A paralisação teve início depois que trabalhadores rejeitaram, em assembleias, a proposta dos Correios para o ACT 2026/2028.

As negociações envolvem temas como a manutenção de direitos, as condições de trabalho e o plano de saúde oferecido a empregados, aposentados e dependentes.

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De acordo com a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), possíveis mudanças no plano de saúde estão entre os principais pontos de divergência nas negociações.

A entidade afirmou que a categoria tentou chegar a um acordo após sucessivas rodadas de negociação e mediações realizadas no TST, mas não houve consenso.

O que o TST decidiu sobre a Greve dos Correios?

Após o impasse nas negociações, os Correios acionaram o TST na sexta-feira (11). No dia seguinte, uma decisão liminar determinou a manutenção de pelo menos 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade ou estabelecimento.

A determinação abrange setores de atendimento, tratamento de correspondências e encomendas, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte consideradas necessárias para o funcionamento dos serviços postais.

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Enquanto a greve dos Correios continua, a estatal informou que adotou medidas emergenciais, como remanejamento de veículos e mutirões, para reduzir os impactos da paralisação/Foto: Reprodução 

O dissídio coletivo está previsto para ser julgado em 21 de setembro, às 13h30, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos do TST.

Até a data do julgamento, Correios e trabalhadores ainda podem chegar a um acordo e evitar que o tribunal estabeleça os termos da negociação.

A FINDECT orientou os sindicatos filiados a manter a mobilização enquanto não houver uma nova proposta. A entidade também afirmou que continua aberta ao diálogo, desde que um eventual acordo possa ser apresentado à categoria em assembleias.

Greve dos Correios tem adesão em quais estados?

De acordo com apuração do Aratu On, a greve foi aprovada por entidades sindicais de diferentes regiões do país.

Entre os estados que tiveram adesão estão Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

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Também aderiram sindicatos de bases regionais de Bauru, Campinas, Juiz de Fora, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Santa Maria, Uberaba e Vale do Paraíba.

No Acre, uma assembleia para discutir a adesão à paralisação estava prevista para esta segunda-feira (14).

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