Estética Bookish: os livros na mira da indústria do luxo
Dua Lipa, Dakota Johnson e Natalie Portman. Além de artistas consagradas, elas são leitoras vorazes e incentivam os seguidores a criarem o hábito da leitura através dos famosos clubes de livros. O novo movimento recolocou clássicos e obras contemporâneas no centro da cultura pop e fez com que as marcas de luxo pegassem carona nessa tendência e começassem a explorar um nicho que adora consumir, mas quer algo além de um simples acessório.

Recentemente, a leitura deixou de ser apenas um hábito cultural e passou a operar como linguagem visual dentro da moda contemporânea. A partir desse ano, os livros começaram a aparecer em campanhas e ativações de grandes marcas. Chanel, Dior, Versace, Fendi, Hermés e Louis Vuitton passaram a usar a literatura como artigo de luxo, estampando capas de célebres livros em bolsas e acessórios.
O movimento revela uma mudança de comportamento e um sinal de que o repertório voltou a funcionar como sinal de status e sofisticação. Apostar nessa novidade se tornou uma forma de engajar a clientela em meio a um cenário global que projeta um crescimento tímido da indústria do luxo para 2027.
A tendência foi batizada de "Estética Bookish" e está muito bem estabelecida nas grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Milão, Tóquio e Londres. Aqui no Brasil, o casamento entre literatura e luxo está começando a dar as caras. Há quem ache brega, há quem enxergue o novo comportamento como uma forma de despertar a curiosidade para a leitura. Particularmente, nada contra a bolsa do "Drácula", mas além de bela ela seria ainda mais útil se, de fato, carregasse um exemplar da clássica obra de Bram Stoker.

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