Bookgram e Booktok: o uso saudável das redes sociais
Nem só de notícias falsas, memes, reality socado de subcelebridades e links de sites laranjinhas e azulzinhos vivem as redes sociais. Há algum tempo, as duas principais plataformas usadas pelos brasileiros têm abrigado grupos cada vez maiores de leitores. São usuários que não só mostram o que estão lendo, mas também avaliam os livros e dão dicas para quem busca a próxima leitura.

De acordo com um levantamento feito por Instagram e TikTok, são os jovens de 18 a 34 anos os donos da maioria desses perfis. Cada um à sua maneira, lendo e recomendando o que lhe agrada, ajudou a puxar para cima o número de leitores no país. Dados da Câmara Brasileira do Livro apontam que o Brasil ganhou cerca de 3 milhões de novos leitores e compradores de livros nos últimos dois anos. Entre a população adulta, 11 milhões de pessoas adquiriram ao menos um exemplar.
O número pode parecer pequeno se comparado aos mais de 210 milhões de brasileiros, mas não é. Basta lembrar que há pouco tempo estudiosos alertavam para o completo sequestro da Geração Z pelas telas. Enquanto isso, os Millennials perdiam o hábito da leitura e o número de livrarias declarando falência aumentava exponencialmente. A balança ainda não está equilibrada, mas começa a dar sinais de uma mudança de rumo.
Se no Boooktok o que predomina são os vídeos curtos, dinâmicos, altamente virais, com edições divertidas e promovendo livros de ficção, fantasia, young adult e romances de época, seu antecessor, o Bookgram, continua apostando nas resenhas detalhadas, em vídeos com cenários mais produzidos e legendas reflexivas. De uma forma ou de outra, o importante é perceber que a leitura virou tendência e passou a ser encarada como autocuidado em meio ao mundo acelerado, barulhento e repleto de notificações. Que assim continue!

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