Cidadania

A hora é agora: participação cidadã para fortalecer a democracia

Paulo Cavalcanti
Colunista On: Paulo CavalcantiEmpresário, advogado e presidente do Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia
A hora é agora: participação cidadã para fortalecer a democracia

Não basta indignação nem reclamação nas redes; a Constituição deu poder ao povo, mas a democracia exige participação, fiscalização e cidadãos organizados para cobrar das instituições

Quando a Constituição Federal de 1988, a nossa Constituição Cidadã e Solidária, estabeleceu as bases do Estado Democrático de Direito e definiu o funcionamento dos três Poderes, será que imaginou que suas instituições poderiam um dia ser apropriadas por grupos capazes de colocar interesses pessoais acima dos interesses da população brasileira? 

Acredito que não.

Mas é exatamente isso que está acontecendo em nossa nação. E neste momento, não adianta mais ficarmos apenas indignados, reclamando em grupos de WhatsApp. Precisamos participar. Precisamos ter atitude.

O que assistimos no dia 15 de setembro no Supremo Tribunal Federal reforça, na minha visão, a necessidade de uma reação da sociedade. Não uma reação impensada, mas aquela que nasce da participação cidadã e do compromisso com as instituições.

Quase quatro décadas atrás, homens e mulheres construíram a Constituição do nosso país com boa-fé e acreditando que estavam estabelecendo bases sólidas para a democracia brasileira. Agora, precisamos aprender com a experiência e não deixar espaço para a repetição dos erros.

Precisamos ocupar espaços, participar e fiscalizar.

Na Assembleia Constituinte Nacional, Ulysses Guimarães já alertava para essa responsabilidade. Não basta dizer que o poder pertence ao povo. É preciso que o povo compreenda esse poder, fiscalize quem o exerce e cobre o funcionamento das instituições.

Por isso, a educação para a cidadania, prevista e tantas vezes deixada de lado, é fundamental. Está na hora de fazê-la acontecer.

Mas essa transformação depende principalmente de nós. Pessoas e cidadãos conscientes, organizados e associados podem convergir forças e transformar indignação em ação.

A hora de pensar nisso é agora. O futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa neste momento.

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