Antes de mudar o Brasil, a classe produtiva precisa mudar o método
Todo empresário brasileiro tem razões para reclamar. Reclama da elevada carga tributária, da burocracia, dos órgãos fiscalizadores, da insegurança jurídica e da falta de representatividade no Congresso Nacional para defender as pautas do setor produtivo. Essa é uma realidade.
Mas essa constatação me leva a uma pergunta que considero indispensável: nós, empresários, estamos realmente fazendo a nossa parte? Participamos das nossas associações comerciais, dos sindicatos patronais, das federações e das confederações que representam os nossos interesses? Comparecemos às assembleias? Acompanhamos as decisões? Elegemos os nossos representantes?

Como podemos reclamar tanto da falta de representatividade se não fortalecemos as instituições que existem justamente para representar a classe produtiva?
Os trabalhadores, em geral, reconhecem seus sindicatos como entidades que defendem seus interesses. Existe um sentimento de pertencimento. E nós, da classe produtiva? Não estamos excessivamente fragmentados? Não estamos, muitas vezes, mais preocupados com disputas de protagonismo do que com a construção de convergências? Temos plena consciência da força que o setor produtivo possui quando atua de forma unida?

Vale a pena refletir sobre isso. Se queremos resultados diferentes, precisamos mudar o método. Fazendo as mesmas coisas, continuaremos obtendo os mesmos resultados.
A transformação começa dentro da própria classe produtiva. Ela passa pela participação, pelo fortalecimento das entidades representativas, pela convergência de esforços, pelo sentimento de pertencimento e unidade.
É hora de assumir esse compromisso. Vamos participar mais das nossas associações, federações e confederações. Vamos fortalecer a representação legítima do setor produtivo e construir, juntos, uma voz mais forte para defender os interesses de quem produz, empreende, gera emprego e movimenta a economia brasileira.
O futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora.
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