Onça-parda é resgatada após aparecer em casa na Bahia
Inema resgata filhote de onça-parda no Oeste da Bahia
Por Da redação.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou, na terça-feira (20), o resgate de um macho juvenil de onça-parda (Puma concolor) no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia. A ação contou com o apoio das equipes da 2ª Companhia do 17º Batalhão de Bombeiros Militar (17º BBM) e do veterinário que atua no Parque Vida Cerrado.

O animal foi encontrado dentro de uma residência, após ser avistado por uma moradora, que acionou imediatamente os órgãos competentes. Para garantir a segurança da população, do animal e das equipes envolvidas, o resgate foi realizado por meio de contenção química, com o uso de dardos anestésicos, procedimento conduzido por médicos veterinários no local.
O coordenador de fauna do Inema, Vinícius Dantas reforçou que o resgate foi conduzido com todo o cuidado técnico necessário, priorizando a segurança das pessoas e o bem-estar da onça-parda. “A avaliação no CETAS é essencial para entendermos as condições de saúde do animal e definirmos a melhor destinação, sempre respeitando os critérios ambientais e de conservação da espécie”.
Após a captura, a onça-parda está sob os cuidados do Inema, em Barreiras, onde passará por avaliação veterinária completa, etapa fundamental para atestar sua sanidade e definir a destinação mais adequada, incluindo a possibilidade de soltura em área apropriada.
Além do Corpo de Bombeiros, a ação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), que atuou seguindo todos os protocolos de segurança necessários para proteger a população e garantir o bem-estar do animal.

Disque Resgate
Ao encontrar um animal silvestre ferido, fora de seu habitat natural, ou para realizar a entrega voluntária, a população deve acionar imediatamente o CETAS por meio do WhatsApp (71) 99661-3998.
Com unidades em Salvador e Cruz das Almas, o CETAS/Inema é responsável pelo acolhimento, tratamento e reabilitação de animais silvestres, garantindo condições adequadas para sua reintegração ao meio ambiente.
Direitos dos animais: o que diz a lei e como denunciar maus-tratos
Até alguns anos atrás, animais eram tratados juridicamente como propriedades, e os responsáveis eram vistos como “donos”. Mas, finalmente, isso mudou: com o avanço das discussões sobre bem-estar e direitos dos animais, as pessoas passaram a entender que essa relação exige responsabilidade, proteção e, muitas vezes, afeto. Hoje, leis nacionais e internacionais asseguram garantias específicas a esses seres vivos, além de punições a criminosos que violem essas legislações.
O levantamento “Índice de Abandono Animal”, conduzido pela Mars Petcare em parceria com um grupo global de especialistas, estimou que 143 milhões de cães e 203 milhões de gatos vivem nas ruas em todo o mundo. No Brasil, 25% dos cães — o equivalente a 20,2 milhões de cachorros — estão em situação de abandono, enquanto cerca de 177 mil vivem em abrigos. Entre os gatos, o cenário é parecido: 26% (10 milhões de animais) estão abandonados e aproximadamente 7.400 foram abrigados em ONGs ou espaços administrados pelo poder público.
A pesquisa também indica riscos de novos casos de abandono entre animais que hoje vivem em lares brasileiros. De acordo com o estudo, 11% dos tutores de cães e 13% dos tutores de gatos consideram renunciar ao pet nos próximos 12 meses. Os principais motivos citados são: não estar mais apto fisicamente para cuidar do animal (28%), mudança de residência (24%), falta de tempo (17%) e aumento dos custos de manutenção (16%).
Mas, o que muita gente não sabe é que, desde 1988, maus-tratos aos animais (e isso inclui abandono) é crime no Brasil, com penas de reclusão de 3 meses a 1 ano, ou, em caso de cachorros e gatos, de 2 a 5 anos, multa e proibição de guarda.
Porém, por aqui, isso pode mudar: um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) propõe endurecer as punições contra o abandono de animais no estado. De autoria do deputado Marcelino Galo (PT), o texto estabelece multas que variam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil por animal abandonado, além de penalidades administrativas para pessoas físicas, empresas e até veículos utilizados no ato.
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