Trechos entre Salvador e Feira terão novas vias e duplicação de pistas; confira as novidades
Trechos da Rota dois de Julho terão novas vias e duplicação de pistas; projeto também contempla a implantação de 63,7 quilômetros de faixas adicionais
Por Rosana Bomfim.
Trechos da Rota 2 de Julho, entre Salvador e Feira terão novas vias e duplicação de pistas com sistema de pedágio Free Flow. Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta quinta-feira (3), o edital para a concessão da chamada Rota 2 de Julho, que reúne 653,3 quilômetros das rodovias BR-324 e BR-116, na Bahia.

O projeto prevê uma série de intervenções para ampliar a capacidade das estradas entre Salvador, Feira de Santana e a divisa da Bahia com Minas Gerais.
A concessão terá duração de 30 anos e prevê R$ 14,33 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 10,52 bilhões deverão ser aplicados nos primeiros oito anos do contrato.
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Entre as principais obras previstas estão 306,6 quilômetros de duplicação, além de 1,17 quilômetro de adequação de trechos já duplicados. O projeto também contempla a implantação de 63,7 quilômetros de faixas adicionais em pistas simples e outros 192 quilômetros de faixas adicionais em pistas duplas.
A estrutura da concessão inclui ainda 35,9 quilômetros de vias marginais, 42 passarelas, 239 acessos e 328 pontos de ônibus.
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o projeto de concessão da Rota 2 de Julho e retirou a restrição que impedia a ViaBahia de disputar novamente a operação das BRs-324 e 116, na Bahia. Com a decisão, o governo federal poderá avançar para a publicação do edital e a realização do leilão, previsto para dezembro.
Pedágio será pelo sistema Free Flow
Uma das principais mudanças previstas no projeto é a adoção do sistema Free Flow para a cobrança de pedágio. O modelo dispensa as tradicionais praças físicas e permite que os veículos sejam identificados por meio de pórticos instalados ao longo das rodovias.
A previsão é de que 12 pórticos sejam instalados já no primeiro ano da concessão: dois na BR-324 e outros dez na BR-116. A cobrança deverá começar a partir do sexto mês após a empresa vencedora assumir a operação das rodovias.
O pagamento poderá ser realizado automaticamente, por meio da identificação eletrônica do veículo, ou de forma avulsa. O edital também estabelece mecanismos para controlar a arrecadação e prevê regras para dividir entre as partes os riscos relacionados à evasão ou ao não pagamento das tarifas.

Valor da tarifa
A modelagem econômica estabelece uma tarifa básica de R$ 0,08396 por quilômetro no primeiro ano da concessão. O valor terá três aumentos progressivos de 13%, 13% e 14,244% nos três primeiros anos.
A partir do quarto ano, a tarifa de referência chega a R$ 0,12248 por quilômetro. O valor final cobrado aos usuários, no entanto, dependerá do resultado do leilão e do desconto oferecido pela empresa vencedora.
Durante os 30 anos de concessão, a previsão é de aproximadamente R$ 63,81 bilhões em receitas provenientes das tarifas. As receitas acessórias são estimadas em R$ 957,12 milhões, enquanto os custos e despesas operacionais devem chegar a R$ 6,70 bilhões.
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Leilão está previsto para dezembro
A versão final do projeto passou por ajustes após a análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que aprovou o processo de desestatização em 26 de agosto, por meio do Acórdão nº 2.337/2026-TCU-Plenário.
Segundo a ANTT, as alterações incorporadas ao edital consideraram as determinações do TCU e as reavaliações técnicas realizadas pela própria agência.
O leilão da Rota 2 de Julho está marcado para 18 de dezembro de 2026, às 10h, na B3, em São Paulo.
A concessão faz parte da 5ª Etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais e prevê ações de ampliação da capacidade, conservação, operação, atendimento aos usuários e melhorias na segurança viária ao longo dos 653,3 quilômetros concedidos.
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