Suspeito de estuprar e manter mulher acorrentada é preso no extremo sul da Bahia
Suspeito de estuprar e manter mulher acorrentada teria sido localizado após imagens da vítima serem divulgadas nas redes sociais
Daniel Caires Pinheiro Gaspar, de 41 anos, foi preso na quinta-feira (5), suspeito de estuprar e manter uma mulher em cárcere privado, acorrentada. A prisão aconteceu no bairro Mirante da Coroa, em Santa Cruz Cabrália, no extremo sul da Bahia.
Segundo informações iniciais, o homem foi identificado após imagens da vítima serem divulgadas nas redes sociais.

O que se sabe sobre suspeito de estuprar e manter mulher acorrentada
O Aratu On teve acesso a processos judiciais nos quais Daniel é mencionado. Os registros apontam que ele já foi alvo de investigações e possui antecedentes relacionados ao tráfico de drogas, roubo e invasões de imóveis em Porto Seguro.
Em novembro de 2021, ele foi preso em Porto Seguro durante o cumprimento de um mandado expedido pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis. Após passar por unidades policiais, foi transferido para o Conjunto Penal de Eunápolis.
O registro mais recente é de agosto de 2026, quando Daniel foi mencionado em uma ocorrência de furto qualificado em Arraial d’Ajuda. Na ocasião, o proprietário de um restaurante denunciou o desaparecimento de mesas, cadeiras e vasos de plantas durante a madrugada. A ação teria sido registrada por câmeras de segurança.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre as circunstâncias do crime investigado nem sobre o estado de saúde da vítima.
Parceiro ou ex é responsável por 72,9% dos feminicídios na Bahia
Segundo a Rede de Observatórios da Segurança a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
O relatório também aponta crescimento nos casos de violência sexual. Os registros passaram de 602 para 961 ocorrências em um ano, o que representa uma alta de 56,6%. Mais da metade das vítimas (56,5%) eram crianças e adolescentes de até 17 anos.
Segundo o estudo, companheiros ou ex-companheiros foram responsáveis por 78,5% das agressões registradas.
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