Mounjaro falsificado: Anvisa determina apreensão de cinco lotes do medicamento
Mounjaro falsificado foi identificado após fabricante encontrar lotes com numeração e rotulagem diferentes do produto original
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta sexta-feira (6), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro. A medida proíbe a fabricação, distribuição, comercialização e utilização dos produtos identificados.

A decisão foi tomada após a Eli Lilly do Brasil Ltda., empresa responsável pelo registro do medicamento, comunicar à agência a identificação de unidades com características diferentes das encontradas no produto original.
Entre as irregularidades identificadas estão a utilização de números de lotes não reconhecidos pela fabricante e a presença de rótulos incompatíveis com os padrões de produção da empresa.
Mounjaro falsificado: veja os lotes com apreensão determinada pela Anvisa:
Mounjaro 2,5 mg: lote KUSTR43969410;
Mounjaro 15 mg: lotes D810042, D838889 e 2138737;
Mounjaro 5 mg: lote B55010.
Outros produtos proibidos
A resolução também determinou a apreensão de produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida.
A lista inclui diferentes versões do Pygeum, que não podem ser fabricadas, distribuídas, comercializadas, divulgadas, transportadas ou utilizadas. São eles:
Pygeum Oficialfarma;
Pygeum Unicpharma;
Pygeum Bioformulas;
Pygeum Swanson;
Pygeum Recover Farma;
Pygeum Nutricost;
Pygeum.
A determinação também se estende ao Diluente Bacteriostático e à Água Bacteriostática, que não possuem registro na Anvisa na categoria de medicamento.
As medidas de fiscalização são aplicáveis a quaisquer pessoas físicas ou jurídicas, além de veículos de comunicação.
Operação investiga venda clandestina de canetas emagrecedoras e anabolizantes em Camaçari
A Polícia Civil da Bahia realiza, nesta sexta-feira (6), a Operação Dose Clandestina, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). A ação tem como objetivo fiscalizar e combater a venda irregular de medicamentos, anabolizantes e substâncias injetáveis utilizadas em procedimentos estéticos e na busca por melhora do desempenho esportivo.

A investigação apura possíveis crimes contra a saúde pública e as relações de consumo, relacionados à comercialização de produtos sem autorização dos órgãos sanitários.
As apurações começaram após uma fiscalização identificar um grande estoque de anabolizantes, tirzepatida, conhecida comercialmente como caneta emagrecedora, e outros produtos sujeitos ao controle sanitário em um estabelecimento sem autorização para comercializar essas substâncias.
Apesar da interdição do local, os investigadores identificaram indícios de que a comercialização dos produtos teria continuado por meio de outra empresa.
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