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Secretário de Mobilidade nega irregularidade e diz que Salvador repetiu operação de ônibus do 1º turno

O secretário de Mobilidade afirmou que a programação para o dia das Eleições presidenciais previa uma quantidade de viagens menor do que a de dias úteis

Por Nilson Marinho.

O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que teve a prisão a prisão decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) no último domingo (25) por suspeita de impedir as saídas de ônibus do transporte público das garagens, afirmou que a programação para o dia das eleições presidenciais previa uma quantidade de viagens menor do que a de dias úteis. Ainda segundo ele, essa mesma dinâmica foi adotada no primeiro turno.  

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Em entrevista à rádio Antena 1 na manhã desta terça-feira (27), o secretário disse que a medida atendia a determinação da Justiça Eleitoral para garantir a frequência da frota para os eleitores. Por outro lado, o PT, partido do governador Jerônimo Rodrigues e oposição à gestão do prefeito Bruno Reis (União Brasil), acusa a Prefeitura de ter reduzido a oferta de transporte com o único objetivo de “prejudicar a locomoção de eleitores no segundo turno”.

“A Secretaria de Mobilidade planejou a mesma operação do primeiro turno para atender ao segundo turno, com a mesma frota. Salvador nunca, em sua história, e conversei ontem com diversos gestores de mobilidade do país, que me trouxeram a informação de que outras capitais também não fizeram isso, adotou 100% da frota em um dia de eleição. A resolução do TSE não determina isso. Ela determina que a gente adote uma frequência adequada”, afirmou.

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Adesivaço

A Polícia Federal deve abrir uma investigação sobre o caso após solicitação do TRE-BA. Pablo afirmou ainda que a operação foi prejudicada pela presença de apoiadores do presidente Lula nas garagens das empresas de ônibus. Ele afirma que veículos foram adesivados com propaganda eleitoral e que houve resistência à saída de coletivos antes da colocação dos adesivos.

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“Tivemos um grupo de apoiadores do presidente Lula que foi às garagens promover um adesivaço nos ônibus. Eles estavam impedindo os ônibus de sair sem que fossem colados os adesivos. As empresas, em um primeiro momento, observaram também uma colagem massiva feita por rodoviários, que têm crachá e livre acesso às garagens, com o número 13 nos ônibus. Começaram a fazer a remoção e uma liberação gradativa. Assim que tomei conhecimento, fiz também uma nota pública dizendo que não poderia haver nenhum tipo de interrupção no atendimento às pessoas, porque entendemos que a democracia vem em primeiro lugar”, completou. 

Informações serão encaminhadas

Em nota, a prefeitura informou que  a Secretaria de Mobilidade está encaminhando ao TRE-BA os registros de GPS dos ônibus que circularam no domingo. Segundo ele, todos os veículos da frota municipal possuem monitoramento 24 horas por dia, o que permitirá comprovar a programação adotada e a movimentação dos coletivos.

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