Greve dos entregadores do Mercado Livre é realizada em Salvador e na RMS

Conforme informações obtidas pela reportagem, a greve se iniciou às 05h no galpão do Mercado Livre, localizado na via parafuso, na cidade de Camaçari

Por Victor Souza.

Os entregadores do Mercado Livre promovem uma paralisação, nesta quarta-feira (17), em Salvador e na Região Metropolitana. O anúncio da manifestação foi confirma pelo Aratu ON com o Sindicato dos Trabalhadores da Movimentação de Mercadorias em Geral e Logística (SINTRAMMOVS/BA). 

Greve Entregadores Mercado Livre

Conforme informações obtidas pela reportagem, a greve se iniciou às 05h no galpão do Mercado Livre, localizado na via parafuso, na cidade de Camaçari. Além dos colaboradores da empresa, os entregadores da Shoppe, plataforma de comércio eletrônico, também suspenderam as atividades nesta quarta. 

A greve foi deflagrada após assembleia realizada na última sexta-feira (12), onde a categoria paralisou o funcionamento das entregas que são retiradas no centro de distribuição do mercado livre. 

Reivindicação dos entregadores do Mercado Livre e da Shoppe 

Segundo comunicado pelo sindicato, os entregadores do Mercado Livre e da Shoppe, tem como reivindicações relacionadas às condições de trabalho, valorização profissional, remuneração e outras demandas apresentadas pelos trabalhadores. De acordo com a entidade sindical, os patrões foram procurados para que houvesse diálogo para que os benefícios fossem contemplados. 

No entanto, segundo a classe, não houve propostas apresentadas pelos empresários. Essa não é a primeira paralisação do grupo. Em 2024, entregadores se reuniram para fazer um protesto na porta da LOG Salvador, um galpão da empresa Mercado Livre, após um trabalhador ser baleado durante entrega em um ponto onde há domínio do tráfico de drogas.

Em protesto, a categoria implorou por melhores condições de trabalho na sede da empresa que fica localizada na Avenida Elmo Serejo de Farias, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). 

Outra paralisação na Bahia 

Os professores da rede particular da Bahia realizam uma nova paralisação nesta quarta-feira (17). O ato acontece após a categoria aprovar o estado de greve no último dia 9. A manifestação acontece em prol da Campanha Salarial do grupo e pela manutenção de alguns benefícios da categoria

Os professores da rede particular da Bahia realizam uma nova paralisação nesta quarta-feira (17). O ato acontece após a categoria aprovar o estado de greve no último dia 9. A manifestação acontece em prol da Campanha Salarial do grupo e pela manutenção de alguns benefícios da categoria. 

Por meio de nota enviada à reportagem, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) explicou que "nas seis reuniões realizadas até o momento, importantes avanços já foram registrados. Entre eles, destacamos a disposição do SINEPE-BA em atender à reivindicação referente ao recesso escolar de 2027, concordando com a ampliação do período para 18 dias, conforme solicitado pelo SINPRO-BA"

"Contudo, é fundamental esclarecer que as datas e períodos inicialmente pactuados poderão sofrer ajustes futuros em razão de fatores externos que deverão impactar a organização do calendário escolar de 2027.
Entre esses fatores está a Lei nº 15.421/2026, especialmente seus artigos 66 e 67, que estabelecem férias escolares durante o período da Copa do Mundo Feminina, que ocorrerá no Brasil em 2027. Outro ponto está discussões nacionais sobre a adoção da jornada de trabalho no modelo 5x2. Caso essa alteração seja aprovada, as escolas enfrentarão limitações para utilização dos sábados como dias letivos, prática historicamente utilizada para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos exigidos pela legislação educacional brasileira", disse a entidade por meio de nota. 

"Quanto à discussão das cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho, o SINEPE-BA reconhece a importância da valorização salarial dos professores e entende a legitimidade das reivindicações apresentadas pela categoria. O sindicato destaca também que existem fatores externos em tramitação que poderão produzir impactos significativos nos custos trabalhistas das instituições de ensino. Entre eles, as propostas relacionadas à ampliação do Descanso Semanal Remunerado (DSR), cujo eventual aumento para dois quintos irá representar acréscimo de aproximadamente 32% na folha de pagamento das escolas", completou o órgão. 

O movimento de greve foi deliberado após assembleia da categoria realizada, nesta manhã, na sede do sindicato da categoria (Sinpro), em Salvador. Em campanha por reajuste salarial, os profissionais paralisam as atividades no mesmo dia. 

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