Vídeo mostra momento em que ex-diretor de presídio na Bahia mata namorada em hotel
Diretor de presídio da Bahia suspeito de matar namorada em Aracaju se relacionou com ela por uma semana
Por Bruna Castelo Branco.
O Ministério Público de Sergipe (MPSE) divulgou um vídeo com detalhes da investigação sobre a morte da empresária Flávia Barros, assassinada a tiros durante uma viagem a Aracaju. Segundo a denúncia apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, o autor do crime seria Tiago Sóstenes Miranda, de 37 anos, ex-diretor do conjunto penal de Paulo Afonso, da Bahia, e policial penal.
De acordo com o MP, o crime aconteceu em um hotel no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. As investigações apontam que o acusado arrombou a porta do quarto onde a vítima estava hospedada e efetuou diversos disparos à curta distância, atingindo principalmente a cabeça da empresária, que estava deitada na cama no momento da execução.

Ainda conforme a denúncia, a arma usada no crime foi uma pistola calibre .40 de uso restrito pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia. O acusado tinha autorização funcional para portar o armamento por integrar o sistema prisional baiano. Preso preventivamente, ele permanece custodiado no Presídio Militar de Sergipe. Veja o vídeo:
O Ministério Público afirma que o relacionamento entre Flávia e Tiago era marcado por ciúmes, comportamento controlador e atitudes possessivas. Segundo a investigação, dias antes do crime, a empresária teria encerrado o relacionamento após o então companheiro efetuar disparos para o alto durante uma festa em Paulo Afonso, no interior da Bahia. Depois de pedidos de desculpas, porém, ela aceitou reatar o namoro.

O órgão também sustenta que Tiago escondia da vítima o fato de ser oficialmente casado e manter uma família em outro estado, embora se apresentasse publicamente como noivo da empresária.
Na noite anterior ao feminicídio, o casal participou de uma festa em Aracaju acompanhado de amigos. Conforme a denúncia, Tiago demonstrou irritação durante o evento, deixou o local sozinho e passou a aguardar a chegada de Flávia na área externa do hotel. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou contato telefônico antes de invadir o quarto.

Para o MPSE, o homicídio foi motivado por razões ligadas à condição do sexo feminino e ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar. A Promotoria pediu que o acusado seja submetido a júri popular por feminicídio consumado, com agravantes por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e utilização de arma de fogo de uso restrito.
O Ministério Público também solicitou novas diligências, incluindo a conclusão de laudos de balística, toxicologia e perícia em aparelhos eletrônicos apreendidos, como celulares e notebook. Além disso, requisitou à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia o envio do histórico funcional do servidor e o compartilhamento das provas com a Justiça de Paulo Afonso, onde ele também é investigado pelos disparos efetuados durante a festa dias antes do assassinato.

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