Turista acusada de racismo diz ser filha de Iemanjá: 'Sangue gaúcho, amor baiano'
A turista gaúcha Giselle Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, presa em flagrante pelo crime de injúria racial contra uma comerciante no Pelourinho, já visitou a capital baiana diversas vezes.
Por Da redação.
A turista gaúcha Giselle Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, presa em flagrante pelo crime de injúria racial contra uma comerciante no Pelourinho, em Salvador, já visitou a capital baiana diversas vezes.

Em publicações no Instagram, a suspeita, que se diz criadora de conteúdo para viajantes, diz ser "Baianucha": "Sou baianucha, sangue gaúcho, amor baiano". Giselle, que publica fotos na capital baiana há anos, está em Salvador pelo menos desde a Lavagem do Bonfim, e postou selfies ao lado de baianas de acarajé e Filhos de Gandhy, com legendas como: "O que é que a baiana tem" e "Salvador, meu amor".
A gaúcha se diz Filha de Iemanjá, e também já fez publicação na Festa de Iemanjá na capital baiana, e escreveu: "Homenagem à minha mãe Yemanjá Odoya" e "Uma boa filha à casa retorna".

Após a repercussão do caso, internautas encontraram o perfil no Instagram da suspeita e encheram as fotos dela de comentários negativos. "Essa foto foi antes ou depois de você ser racista no show?", comentou um. "Eu também sou gaúcha e dá uma dor, uma vergonha que pesa ver alguém agindo de forma tão preconceituosa, desumana e cruel, ainda mais quando isso acaba sendo associado ao lugar de onde a gente vem", escreveu outra.
"Vai pedir uma cela branca na cadeia?", questionou um internauta. "Gritou 'eu sou branca!'. Como se isso fosse motivo de se orgulhar, mas, adivinha só? Você nasceu no Brasil, e para os brancos de origem anglo-saxã, não passa de uma mestiça", criticou. "Injúria racial não é ofensa: é violência e tem consequência. Quem faz isso não comete erro, comete crime", informou uma usuária da rede social.

Racismo contra vendedora
Giselle foi presa em Salvador na última quarta-feira (21), suspeita de cometer injúria racial contra uma comerciante, Hanna Rodrigues, que trabalhava no Pelourinho, no Centro Histórico da capital. Antes do crime, a criadora de conteúdo estava em um show da Timbalada, também no Pelourinho. Ela passa por audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (23).

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher teria proferido ofensas de cunho racial e cuspido na vítima durante a ocorrência.
Agentes da Polícia Militar conduziram a suspeita à unidade policial especializada. Ainda segundo a polícia, mesmo após a detenção, a mulher manteve comportamento discriminatório ao exigir atendimento exclusivo por um delegado de pele branca.
Desde 12 de janeiro de 2023, com a sanção da Lei 14.532, a prática de injúria racial passou a ser expressamente uma modalidade do crime de racismo, julgada de acordo com a Lei 7.716/1989, com pena de reclusão. Isso significa que quem comete racismo não pode ser solto mediante fiança e o crime não prescreve com o tempo, podendo ser punido mesmo após muitos anos.
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