Três mulheres apontadas como lideranças do tráfico são presas em Serrinha
Investigações apontam que as três mulheres ocupavam posições ligadas à execução do tráfico de drogas e ao núcleo financeiro da organização
Uma operação da Polícia Civil da Bahia prendeu três mulheres apontadas como líderes de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Serrinha, no interior da Bahia. As suspeitas, de 24, 31 e 39 anos, foram detidas na sexta-feira (22), durante a Operação Asfixia.
Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura hierarquizada e especializada, com divisão de funções entre liderança, execução do tráfico, logística e núcleo financeiro.

A Polícia Civil também identificou um esquema de lavagem de dinheiro, formado por três integrantes responsáveis por realizar transferências bancárias via Pix de forma fracionada. A estratégia, conforme a polícia, tinha como objetivo ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos com o tráfico de drogas e dificultar o rastreamento financeiro pelas autoridades.
As investigadas foram apresentadas na unidade policial, onde tiveram os mandados de prisão cumpridos pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além das prisões, foram cumpridas três ordens judiciais nas cidades de Barreiras, Feira de Santana e Serrinha contra outros suspeitos de integrar e liderar a organização criminosa. Todos permanecem custodiados e à disposição da Justiça.
A Operação Asfixia foi realizada por equipes da 1ª Delegacia Territorial (DT/Serrinha), com apoio do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sisal) e do Núcleo de Inteligência da 15ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (15ª Coorpin/Serrinha).
Operação contra 'tráfico de luxo' prende 11 pessoas em Salvador
Uma operação contra o tráfico de drogas resultou na prisão de 13 pessoas nesta sexta-feira (22), na Bahia. Deste total, 11 prisões ocorreram em Salvador. A Operação Naufragium, que investiga uma quadrilha do "tráfico de luxo", também cumpriu 25 mandados de busca e apreensão nos estados de Sergipe e Rio Grande do Sul.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava nas redes sociais e grupos de mensagens para vender drogas destinadas a consumidores de classe média e alta.
De acordo com as investigações, os entorpecentes também eram comercializados para lideranças de facções criminosas, voltados ao consumo pessoal desses integrantes. A quadrilha movimentava cerca de R$ 500 mil por semana com o tráfico de drogas, segundo a investigação.
Alvos da operação

Entre os presos está a influenciadora digital Ana Luisa Dias Melo, conhecida nas redes sociais como “Rainha do Privacy”. Dos 13 mandados de prisão cumpridos, 11 ocorreram em Salvador. Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava redes sociais e grupos de mensagens para comercializar drogas sintéticas e maconha para um público seleto. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens ligados aos investigados.
Confira a lista dos 13 presos na operação:
Wendel Almeida Pereira (vulgo "Adão Cremas")
Marcus Vinicius Vigas Daebs da Silva (vulgo "Dean Winchester")
Ana Beatriz Bemfica Silva dos Santos (vulgo "Agnes")
Mariana Amorim Cabral (vulgo "Moana")
Eric Lennon Oliveira Santos (vulgo "Popeye" / "Taz")
Yasmin Alcantara Silva
Felipe Chastinet Ramos de Sousa
Iran Vieira Machado de Souza
Tyago de Assis Conceição
Manoel Roberto Santos Pereira Neto
Cairo Brendo Rodrigues Marinho
Camily dos Santos Sacramento
Ana Luisa Dias Melo (influenciadora digital)
Entre os principais alvos da operação está uma mulher apontada como a atual líder da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, ela assumiu o comando do esquema após a prisão do seu companheiro, antigo chefe do grupo, que havia sido capturado em dezembro de 2025 em outra ação de combate ao tráfico. A suspeita foi localizada e presa no bairro de Vila Canária, na capital baiana.
Embora a polícia tenha detalhado a função da investigada na hierarquia do grupo, a instituição não associou formalmente qual dos nomes da lista corresponde à líder.
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