Servidores são afastados após suposta corrupção em contratos públicos na Bahia
Investigação sobre corrupção em contratos públicos no sudoeste da Bahia apura supostas irregularidades em acordos entre Itagibá e empresas privadas
Por Ananda Costa.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a Operação Carta Marcada, que investiga um esquema de corrupção em contratos públicos no sudoeste da Bahia, envolvendo a execução irregular de contratos de prestação de serviços entre a Prefeitura de Itagibá e empresas privadas.

Segundo as investigações, há indícios de direcionamento contratual e de contratações sucessivas realizadas por meio de inexigibilidade de licitação, em possível desacordo com a legislação vigente. As apurações apontam que os contratos investigados teriam sido utilizados para viabilizar pagamentos supostamente superfaturados.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nos municípios de Itagibá (7), Dário Meira (4), Ipiaú (3) e Jequié (1). A Justiça também determinou o afastamento de dois servidores municipais, um secretário e uma servidora da Controladoria do Município, além do bloqueio de aproximadamente R$ 2 milhões em bens e valores por investigados.
As apurações indicam a atuação conjunta de agentes públicos e representantes de duas empresas privadas de consultoria, com divisão de tarefas e mecanismos voltados à ocultação e ao desvio de recursos públicos.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos, computadores e cerca de R$ 70 mil em espécie. O material será periciado e deve subsidiar o aprofundamento das investigaçõe.

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Outras operações na Bahia
Operação Apito Final

Uma organização criminosa no extremo sul da Bahia foi alvo da Operação Apito Final, deflagrada na manhã desta terça-feira (27) pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), em ação conjunta com a Polícia Federal, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia e a Polícia Militar.
A ofensiva resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis, Ubaitaba e Porto Seguro, incluindo os distritos de Arraial d’Ajuda e Trancoso.
Durante a operação, foram apreendidos documentos e dispositivos eletrônicos, que devem auxiliar no aprofundamento das investigações e na responsabilização dos suspeitos.
Operação Fogo Amigo
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (27), a operação Fogo Amigo II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. Durante a ação, foram bloqueados até R$ 10 milhões em valores e bens pertencentes aos investigados.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem chegar a 35 anos de reclusão.
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