Sérgio Nahas diz temer pela vida após transferência para SP: 'Socorro'
Sérgio Nahas escreveu uma carta à mão e pediu à Justiça para não ser transferido da Bahia para São Paulo
Transferido para São Paulo nesta sexta-feira (30), o empresário Sérgio Nahas escreveu uma carta à mão na qual se posiciona contra a decisão judicial e afirma temer pela própria vida. Condenado pelo assassinato da esposa, ocorrido há 24 anos, ele chegou a ser deslocado para a transferência de estado, mas a operação foi adiada devido às condições climáticas.
Em carta enviada ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na última semana e divulgada nesta quinta-feira (29) pela defesa, Nahas afirma ter sido surpreendido com a determinação judicial. “Resido na Bahia, e qualquer transferência para São Paulo é mera forma de punir e constranger minha pessoa, além da sentença”, escreveu.

No documento, o empresário também sustenta que a decisão seria motivada por vingança relacionada ao caso. “Peço socorro, pois tudo indica que minha transferência ocorre por vingança da família de Fernanda [Orfali]. Eu corro risco de morte”, diz o texto.
Sérgio Nahas foi preso no dia 17 de janeiro em uma pousada na Praia do Forte, na Bahia, 23 anos após o assassinato da esposa, Fernanda Orfali, de 28 anos. Na carta, ele afirma ainda ter revelações a fazer sobre o caso. “Estive calado por mais de 20 anos e, por isso, temo pela minha vida”, declarou.
Segundo a Polícia Militar, Sérgio Nahas foi identificado por uma câmera de videomonitoramento com reconhecimento facial enquanto circulava por Praia do Forte. Ele estava hospedado em um condomínio de luxo. Com o empresário, os policiais apreenderam 17 pinos de cocaína, três aparelhos celulares, um veículo modelo Audi, cartões de crédito e medicamentos de uso contínuo.
Relembre o crime
Atualmente com 61 anos, Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo crime de feminicídio. O mandado de prisão foi expedido em 25 de junho de 2025. Desde então, o nome e a foto do empresário passaram a constar na Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar foragidos internacionais.
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Ainda segundo a acusação, Fernanda se trancou no closet para tentar se proteger, mas Nahas teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. O laudo pericial apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima e o segundo saiu pela janela do apartamento.

Fernanda fazia tratamento contra depressão. A defesa de Nahas alegou que diários escritos pela vítima indicariam desejo de tirar a própria vida. No entanto, o laudo da Polícia Técnico-Científica não encontrou vestígios de pólvora nas mãos de Fernanda. A defesa sustentou que a pistola utilizada só deixaria resíduos nas roupas.
À época, Sérgio Nahas chegou a ser preso por porte ilegal de arma, mas foi solto após 37 dias, por decisão judicial.

Condenação
Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou Sérgio Nahas a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, e o caso seguiu para instâncias superiores, chegando ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Atendendo a pedido do Ministério Público, o STF aumentou a pena, fixando-a em oito anos e dois meses em regime fechado. Como ainda havia recursos pendentes, Nahas respondeu ao processo em liberdade.
Em junho de 2025, todos os recursos foram esgotados, encerrando definitivamente o processo. Com isso, a Justiça paulista expediu o mandado de prisão que resultou na captura do empresário na Bahia.
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