Salva-vidas morre ao tentar resgatar aliança de visitante em parque aquático
Salva-vidas teria ficado preso em uma atração do parque, com uma piscina com cerca de três metros de profundidade
Um salva-vidas morreu após se afogar em um parque aquático de Itupeva, no interior de São Paulo, na terça-feira (13). Guilherme da Guerra Domingos, líder da equipe de salva-vidas, teria mergulhado em uma atração com piscina de para ajudar uma visitante que havia perdido a aliança na água.
Segundo informações preliminares, a piscina tinha cerca de três metros de profundidade. Colegas de trabalho estranharam a demora do funcionário em retornar à superfície e iniciaram o resgate.

O salva-vidas permaneceu submerso por alguns minutos até ser retirado da piscina. Ele recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Nossa Senhora Aparecida, mas não resistiu.
Inicialmente, circularam informações de que Guilherme teria sido sugado pelo ralo da piscina. No entanto, o parque aquático Wet’n Wild negou a existência de ralos na atração, afirmando que o sistema hidráulico é composto por drenos laterais. Segundo a empresa, o equipamento está em funcionamento há 17 anos e não há registro de ocorrências semelhantes.
Em nota, o parque informou que os salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana, passam por treinamentos e reciclagens mensais e que o empreendimento possui todas as licenças necessárias para operar. A empresa declarou ainda que está colaborando com as autoridades na apuração do caso.
“Durante as atividades do parque, o colaborador apresentou uma intercorrência após realizar uma intervenção na atração. O resgate foi imediato, seguindo os protocolos de segurança”, afirmou o Wet’n Wild.
As atividades do parque foram suspensas na tarde de terça-feira (13) e o local permanece fechado nesta quarta-feira (14). A previsão é de que o funcionamento seja retomado na quinta-feira (15).

Casos de afogamento
Um jovem de 17 anos desapareceu na tarde do último domingo (11) após entrar no mar na área conhecida como “Praia do Cemitério”, localizada no bairro de Jardim de Alah, em Salvador, durante um encontro de jovens cristãos. A Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) informou que outros três jovens também chegaram a desaparecer durante o banho de mar, mas foram localizados com vida.
Afogamentos em Salvador

A Salvador registrou quase 80 casos de afogamento nos primeiros 10 dias do ano, de acordo com dados da Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).
Apenas nos quatro primeiros dias de janeiro, foram contabilizadas 57 ocorrências de afogamento, além de 24 registros de pessoas perdidas nas praias. Entre a última segunda-feira (5) e esta sexta-feira (9), outros 20 casos de afogamento foram notificados.
O número de ocorrências é mais que o dobro do total registrado durante todo o mês de janeiro de 2025, quando a Salvamar contabilizou 34 resgates por afogamento.
De acordo com o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, o aumento está relacionado à maior procura pelas praias em função das altas temperaturas registradas no Verão de Salvador. Ele reforça a orientação para que a população frequente praias monitoradas por salva-vidas.
A Salvamar, que emitiu um alerta de aparecimento de caravelas-portuguesas nas praias de Salvador, informa que mantém equipes atuando de forma contínua nos postos ao longo da orla e realiza ações preventivas, como a distribuição de pulseiras de identificação para crianças, especialmente em praias de grande fluxo, a exemplo de Piatã.
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