Quem é Itamar da Silva, preso por suspeita de racismo no Carnaval de Salvador
Um homem identificado como Itamar da Silva, de 48 anos, foi preso em flagrante acusado de racismo durante o Carnaval de Salvador
Por Da redação.
Um homem identificado como Itamar da Silva, de 48 anos, foi preso em flagrante acusado de racismo durante o Carnaval de Salvador. Natural de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina, ele, que já viajou para 43 países, trabalha como petroleiro e estava em um camarote no circuito Barra-Ondina quando ocorreu o episódio, entre a madrugada de terça-feira (17) e quarta-feira (18).
Além de ser petroleiro, Itamar também é ator em uma companhia de teatro infantil.

Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva. Ele permanece custodiado no Centro de Observação Penal, no Complexo da Mata Escura, em Salvador, e segue à disposição do Judiciário.
De acordo com informações da polícia, Itamar negou ter cometido ofensas racistas. Em depoimento, afirmou que discutia por não poder utilizar o banheiro acompanhado, o que é proibido pelas regras do camarote.

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Segundo as vítimas, identificadas como Vera e Viviane, funcionárias do espaço, a situação teve início quando o homem foi informado de que não poderia entrar no banheiro com outras pessoas. Conforme relato, após insistir e discutir com seguranças, ele teria dirigido ofensas racistas às trabalhadoras, chamando-as de “pretas”, “macacas” e “escravas”, além de afirmar que, por ser do Sul, teria “mais direito” de permanecer no local.
Em entrevista ao programa Alô Juca, da TV Aratu, uma das vítimas declarou: “Me chamou de preta e escrava”. A colega relatou que o homem já havia discutido com um segurança antes das ofensas.

Foliões que presenciaram a cena prestaram apoio às vítimas e se dispuseram a testemunhar. Um policial civil que estava no camarote realizou a prisão em flagrante. A Polícia Militar foi acionada para conduzir os procedimentos até a formalização da ocorrência por discriminação racial.
Após o episódio, houve tentativa de agressão por parte de foliões, mas a situação foi controlada. O caso segue sob análise da Justiça.

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