Quatro mulheres são mortas por dia no Brasil, diz Ministério da Justiça
Segundo o Ministério da Justiça, o índice de mulheres mortas é o mais elevado dos últimos dez anos
Quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia no Brasil em 2025, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao longo do ano, o país registrou 1.470 casos, o maior número da série histórica e um novo recorde nacional.
O total supera os 1.464 feminicídios contabilizados em 2024, que até então concentravam a maior marca anual. A taxa nacional chegou a 0,69 caso por 100 mil habitantes, o índice mais elevado dos últimos dez anos. Na comparação entre os dois anos, houve um crescimento de 0,41%.

Os dados revelam ainda uma concentração expressiva de ocorrências no mês de abril, que somou 138 feminicídios. No recorte por estados, São Paulo lidera o ranking, com 233 casos, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104). Ao todo, 15 estados registraram aumento no número de crimes entre 2024 e 2025, com as maiores altas percentuais nas regiões Norte e Nordeste. Em contrapartida, 11 unidades da federação apresentaram redução nos registros.
O balanço atual, embora recorde, ainda é visto com cautela, pois os números finais podem ser ainda mais expressivos. Isso ocorre porque estados como São Paulo, Pernambuco, Alagoas e Paraíba ainda não haviam consolidado os registros de dezembro até o fechamento do relatório.
O Brasil contabilizou 13.448 mortes por questões de gênero, o que mantém uma média persistente e alarmante de 1.345 vítimas anuais.
Desde 2024, o feminicídio deixou de ser apenas uma qualificadora do homicídio e passou a ser tratado como crime autônomo no Código Penal. A mudança integra o Pacote Antifeminicídio, que endureceu as punições e promoveu alterações na Lei Maria da Penha, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal. As penas agora variam de 20 a 40 anos de prisão, podendo chegar a 60 anos em casos com agravantes, o que torna o feminicídio o crime com a punição mais severa atualmente prevista na legislação brasileira.
Salvador
Crimes Violentos Letais Intencionais

Entre janeiro e junho de 2025, a Polícia Civil registrou 378 homicídios dolosos - quando há intenção de matar -, sendo que 95% das vítimas eram homens e 5% mulheres. Foram contabilizados ainda 10 casos de latrocínio (roubo seguido de morte).
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No índice de 2024 do Anuário de Segurança Pública, que mede homicídios e lesões graves com intenção de matar, Salvador apresentou taxa de 52, enquanto a média nacional é 20,4. No total, foram registradas 1.335 mortes violentas na cidade nesse período, representando quase 30% do índice nacional em apenas seis meses.
Segundo o anuário, a capital baiana ultrapassou Macapá, capital do Macapá. A Bahia, por sua vez, é o segundo estado mais violento do país. Perde apenas para o Amapá.
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