Professora de direito assassinada por aluno em Rondônia é cremada em Salvador

Professora de direito foi assassinada por aluno após o fim da aula, chegou a ser socorrida, mas não resistiu; corpo foi sepultado em Salvador

Por Ananda Costa.

Uma professora de Direito, que passou a infância e adolescência em Salvador (BA), foi assassinada no início da noite de sexta-feira (6) após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular em Porto Velho, capital de Rondônia.

Professora de direito assassinada por aluno em Rondônia. Foto: Redes sociais

Segundo informações preliminares, o aluno aguardou que todos os colegas deixassem a sala de aula para conversar com a professora Juliana Santiago. Após uma breve discussão, ele iniciou o ataque. A vítima chegou a ser socorrida com vida e encaminhada em estado grave ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade de saúde.

Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil foram acionadas para atender a ocorrência, isolar o local e dar início às investigações. De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito afirmou manter um relacionamento amoroso com a professora há cerca de três meses.

 Em depoimento, ele relatou que a vítima teria se distanciado nas últimas semanas e deixado de responder mensagens, além de ter demonstrado ciúmes após ver uma foto da professora com o ex-marido em um aplicativo de mensagens.

Quem era Juliana Santiago

Foto: Redes sociais

 Juliana Santiago tinha forte ligação com Salvador, onde passou a infância e a adolescência após deixar o Rio de Janeiro ainda criança. Ela estudou no Colégio Antônio Vieira e se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal).

O colégio lamentou a morte da ex-aluna em nota publicada nas redes sociais. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência. Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro”, diz o comunicado.

Juliana também teve atuação profissional na Bahia. Ela manteve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) até 2016 e participou de processos seletivos e concursos públicos no estado. 

Em 2007, ficou em terceiro lugar em uma seleção para estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para atuar como consultora jurídica na Câmara Municipal de Salvador.

Após ser aprovada em concurso público, a professora se mudou para Rondônia, onde passou a atuar como docente. O corpo de Juliana foi transladado para Salvador e cremado neste domingo (8), na capital baiana.

Feminicídio na Bahia

A Bahia registrou redução nos casos de feminicídio em 2025, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No ano passado, foram contabilizados 103 registros no estado.

Apesar da queda, a Bahia ocupa a quarta posição no ranking nacional de homicídios de mulheres, ficando atrás apenas de São Paulo, com 233 casos; Minas Gerais, com 139; e Rio de Janeiro, com 104 registros.

De acordo com a série histórica, os casos de feminicídio no estado apresentaram redução de 8,8% desde 2020, quando foram registrados 113 assassinatos de mulheres. Ao longo de cinco anos, a Bahia somou 641 feminicídios.

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