Policial suspeito de atirar em motorista durante briga é indiciado e segue preso em cela especial; vítima passará por cirugia
PM foi indiciado por lesão corporal grave, segundo advogado da vítima, e permanece preso em cela especial; motorista baleado na Paralela será submetido a novo procedimento cirúrgico
Por Victor Hernandes.
O policial militar Rodrigo Wanderley Ramos Bonfim, suspeito de atirar contra o motorista Cirilo Sahade Lessa Marques de Carvalho durante uma discussão de trânsito em Salvador, foi indiciado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28). Segundo o advogado da vítima, Vitor Rehim, o PM poderá responder por lesão corporal grave.

Após o indiciamento, Rodrigo continua preso em uma cela especial destinada a agentes policiais. O caso agora deve ser encaminhado ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que poderá analisar as investigações e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.
Motorista baleado na Paralela passará por nova cirurgia
Enquanto o caso avança na esfera criminal, a vítima voltou a ser internada na última semana. Em conversa com o Aratu On, Samile Sahade, esposa de Cirilo, informou que ele permanece hospitalizado e será submetido a uma nova cirurgia nesta quarta-feira (29).
O motorista foi baleado durante uma discussão de trânsito na Avenida Luís Viana Filho, a Paralela, em Salvador. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece em tratamento.
Relembre o caso
O episódio aconteceu no dia 24, nas proximidades da saída para o metrô, no sentido São Rafael. Segundo informações apuradas pelo Aratu On, Cirilo teria se envolvido em uma discussão de trânsito antes de ser atingido por disparos de arma de fogo.
A ocorrência é investigada pela 10ª Delegacia Territorial de Pau da Lima. A Polícia Civil também instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias dos disparos. Além da investigação criminal, a Corregedoria da Polícia Militar da Bahia instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Rodrigo.
Segundo informações obtidas pelo Aratu On, na época do depoimento, o policial foi ouvido pela Corregedoria e permaneceu em silêncio durante o depoimento, sem se manifestar sobre o episódio. A defesa de Cirilo informou que já foram adotadas medidas para reunir provas sobre as circunstâncias do disparo e a extensão das lesões sofridas pelo motorista.

Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).