Policial militar é preso em operação contra grupo suspeito de extorsão na Bahia
Outro homem, de 43 anos, apontado como líder do esquema de extorsão também foi preso
Por Taís Rocha.
Um policial militar e outro homem foram presos nesta sexta-feira (7), na cidade de Senhor do Bonfim, na Bahia. Os suspeitos são investigados por envolvimento com crimes de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro.
De acordo com informações da Polícia Civil da Bahia, o policial militar participava das cobranças de empréstimos com juros elevados concedidos ilegalmente às vítimas.
O segundo alvo da investigação, um homem de 43 anos, foi apontado como líder do grupo. Ele emprestava dinheiro a juros elevados utilizando recursos de origem ilícita e realizava cobranças com taxas abusivas, recorrendo a ameaças para pressionar as vítimas. Em um dos casos apurados, o suspeito teria ameaçado despejar uma idosa da residência onde morava por ela ser mãe de uma das devedoras.

Terceira suspeita de envolvimento está sendo procurada
Uma mulher de 28 anos, companheira do líder do grupo, também é alvo da operação e está sendo procurada pela polícia. Ela é suspeita de participar da lavagem de dinheiro ao utilizar contas bancárias em seu nome para movimentar recursos provenientes da atividade criminosa, além de usufruir diretamente dos valores obtidos.
Como funcionava o esquema
As investigações apontam ainda que o líder do grupo utilizava as contas bancárias do próprio filho, um adolescente de 17 anos, que movimentou mais de R$ 2 milhões nos últimos dois anos. O jovem está sob os cuidados de familiares. No total, desde o ínicio do esquema, a organização criminosa movimentou aproximadamente R$ 10 milhões.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de contas bancárias utilizadas pelo grupo, além da apreensão de dois imóveis avaliados em R$ 200 mil e R$ 500 mil, uma motocicleta avaliada em R$ 35 mil e um veículo Ford Territory, estimado em R$ 200 mil.
Investigação segue
O policial militar foi encaminhado ao Batalhão de Choque, enquanto o homem apontado como líder do esquema foi conduzido ao Conjunto Penal de Juazeiro.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
Outros casos de policiais presos por envolvimento com grupos criminosos na Bahia
Policial militar é preso em operação contra grupo suspeito de sequestros na Bahia
Um policial militar de 36 anos foi preso no dia 6 de junho de 2026, durante a Operação Juramento Quebrado, que investiga um grupo criminoso suspeito de sequestrar pessoas e exigir dinheiro na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo a Polícia Civil, o PM era alvo de um mandado de prisão, mas não foi encontrado durante a primeira fase da operação, realizada na terça-feira (9).
As investigações apontam que o policial fazia parte da organização criminosa, que também é investigada por homicídios e ocultação de cadáver.
Com o avanço das apurações, ele se apresentou no Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, onde teve a prisão cumprida.

Policial Militar é o terceiro preso da Operação Juramento Quebrado
A Operação Juramento Quebrado foi realizada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e já resultou em três prisões.
A ação que teve ínicio na manhã desta terça-feira (9) prendeu outros dois suspeitos investigados por participação em uma organização criminosa envolvida em extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador.
Entre os alvos estão um ex-policial militar, de 38 anos, e uma mulher de 28 anos, apontada pelas investigações como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo. Um terceiro investigado, policial militar da ativa e lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar, não foi localizado e é considerado foragido.
A mulher foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já o ex-PM foi encontrado em Petrolina, no sertão pernambucano, onde acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes criminais e condenações por homicídio e porte ilegal de arma.
De acordo com a apuração, os suspeitos fariam parte de uma organização criminosa especializada em sequestros com fins de extorsão e envolvida também em outros crimes violentos.
Conforme a polícia, o policial militar que foi presto nesta quarta -feira (10), teria papel de liderança dentro do esquema, sendo responsável por recrutar policiais, ex-policiais e profissionais da área de segurança privada para integrar o grupo criminoso.
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