Policial militar é preso em operação contra grupo suspeito de sequestros na Bahia
Policial militar de 36 anos foi preso nesta quarta-feira (10) durante a Operação Juramento Quebrado, na Região Metropolitana de Salvador
Por Liven Paula.
Um policial militar de 36 anos foi preso nesta quarta-feira (10) durante a Operação Juramento Quebrado, que investiga um grupo criminoso suspeito de sequestrar pessoas e exigir dinheiro na Região Metropolitana de Salvador.

Segundo a Polícia Civil, o PM era alvo de um mandado de prisão, mas não foi encontrado durante a primeira fase da operação, realizada na terça-feira (9).
As investigações apontam que o policial fazia parte da organização criminosa, que também é investigada por homicídios e ocultação de cadáver.
Com o avanço das apurações, ele se apresentou no Batalhão de Polícia de Choque, em Lauro de Freitas, onde teve a prisão cumprida.
Policial Militar é o terceiro preso da Operação Juramento Quebrado
A Operação Juramento Quebrado é realizada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e já resultou em três prisões.
A ação que teve ínicio na manhã desta terça-feira (9) prendeu outros dois suspeitos investigados por participação em uma organização criminosa envolvida em extorsões mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador.
Entre os alvos estão um ex-policial militar, de 38 anos, e uma mulher de 28 anos, apontada pelas investigações como responsável por intermediar a comunicação entre integrantes do grupo. Um terceiro investigado, policial militar da ativa e lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar, não foi localizado e é considerado foragido.
A mulher foi presa em Arembepe, distrito de Camaçari. Já o ex-PM foi encontrado em Petrolina, no sertão pernambucano, onde acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes criminais e condenações por homicídio e porte ilegal de arma.
De acordo com a apuração, os suspeitos fariam parte de uma organização criminosa especializada em sequestros com fins de extorsão e envolvida também em outros crimes violentos.
Conforme a polícia, o policial militar que foi presto nesta quarta -feira (10), teria papel de liderança dentro do esquema, sendo responsável por recrutar policiais, ex-policiais e profissionais da área de segurança privada para integrar o grupo criminoso.
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