Policiais baleadas na Vila Militar do CAB não correm risco de morte
A soldado Beatriz estaria sendo ouvida pela major Caroline, em oitiva e, apesar de ser proibido estar portando arma, a soldada abriu fogo contra a colega
Por Dinaldo dos Santos.
Não correm risco de morte, as policiais militares major Caroline e soldado Beatriz, baleadas em uma ocorrência, na manhã desta segunda-feira (23), dentro dentro da Vila Militar, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública.

Informações preliminares apontam que a soldado Beatriz estaria sendo ouvida pela major, em oitiva e, apesar de ser proibido estar portando arma, a soldada abriu fogo contra a colega de corporação. Durante o episódio, um terceiro policial interveio e conseguiu conter a agressora. As duas foram socorridas e levadas para o Hospital Geral Roberto Santos.
Em nota, a PMBA lamentou o ocorrido e informou que está prestando apoio e acompanhamento aos familiares das policiais envolvidas e aos integrantes da corporação.
Tiroteio com participação policial
O Instituto Fogo Cruzado publicou um relatório anual que aponta o crescimento de participação policial em tiroteios na Bahia em 2025. O relatório aponta evidências da atuação da polícia em Salvador e na Região Metropolitana de Salvador.
Um dos casos ajudam a dimensionar o impacto dessas operações sobre a população: em março de 2025, a dentista Larissa Azevedo Pinheiro, de 28 anos, foi atingida por um disparo durante uma perseguição policial na Avenida Paralela, uma das vias mais movimentadas da capital.

Ela morreu uma semana depois. Episódios como esse reforçam a sensação de insegurança e aprofundam o desgaste na relação entre a população e as forças de segurança.
Também na Paralela, um tiroteio deixou ao menos duas pessoas feridas e causou congestionamento no trânsito da região. De acordo com testemunhas, as vítimas foram atingidas por disparos de arma de fogo durante uma perseguição entre suspeitos e policiais.
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