'Nosso dever é intensificar esforços', diz subsecretário após mortes de policiais
Subsecretário Marcel Ahringsmann de Oliveira fala sobre cinco policiais baleados nas últimas 24h em Salvador e Região Metropolitana
Por, Anna Caroline Santiago e João Tramm.
O subsecretário de Segurança Pública da Bahia, Marcel Ahringsmann de Oliveira, se pronunciou nesta quinta-feira (16) sobre a morte do investigador da Polícia Civil Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, além de outros episódios recentes de violência envolvendo agentes de segurança em Salvador e na Região Metropolitana.
Também nesta quinta, o policial militar Filipe Carmo de Labre foi baleado durante uma operação na localidade de Marcelino, na Ilha de Itaparica. De acordo com uma fonte do Aratu On ligada à polícia, o disparo atingiu de raspão a perna do agente. Ele recebeu atendimento médico e não corre risco de morte.

+ Ônibus voltam a circular em Tancredo Neves após morte de investigador
Com este caso, sobe para cinco o número de policiais baleados na Bahia nas últimas 24 horas. Segundo o subsecretário, todos os recursos de inteligência da Secretaria de Segurança Pública foram mobilizados para identificar e responsabilizar os envolvidos nos ataques.
“Todo recurso de inteligência da Secretaria de Segurança Pública já está à disposição para localizar os responsáveis pelas mortes e ataques contra policiais em Salvador”, afirmou.
Marcel acompanhou ainda a despedida do investigador Adailton Oliveira Rocha, morto na quarta-feira (15), após ser baleado na cabeça durante uma diligência no bairro de Tancredo Neves, em Salvador.
Lotado na 11ª Delegacia Territorial (DT/Tancredo Neves), o policial participava do cumprimento de um mandado judicial quando houve confronto com suspeitos armados. Moradores relataram que os criminosos seriam ligados à facção Comando Vermelho (CV). O investigador chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Roberto Santos, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante a declaração, o subsecretário destacou o compromisso das forças de segurança diante dos riscos da profissão. “Trabalhamos para oferecer à sociedade um ambiente mais seguro. Diante da perda de dois guerreiros, é nosso dever intensificar os esforços para alcançar os responsáveis”, disse.
+ Maior apreensão de haxixe da história no Brasil vem de carga dos EUA
Ele também comentou sobre as ocorrências registradas na Ilha de Itaparica, reforçando a necessidade de garantir melhores condições de trabalho aos agentes. “Estamos empenhados em oferecer aos policiais os meios adequados para que desempenhem suas funções em uma atividade de alto risco”, completou.
Na operação realizada na ilha, um suspeito de tráfico de drogas, identificado como “Moero” e apontado como integrante da facção Bonde do Maluco (BDM), foi morto. Outro suspeito ficou ferido durante o confronto.

Leia mais: Investigador morto em Salvador assumiria delegacia em uma semana, diz amigo
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).