Quem era ‘Nego Drama’? Homem morto em confronto com a polícia era investigado por 14 homicídios
Segundo a Polícia Civil, Nego Drama tinha sete mandados de prisão em aberto e era investigado em 16 inquéritos
Por Da redação.
Um dos integrantes do Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Nilson Marinho da Silva Neto, de 29 anos, conhecido como “Nego Drama”, morreu nesta sexta-feira (18) após um confronto com policiais civis no bairro de Valéria, em Salvador. Segundo a Polícia Civil, ele tinha sete mandados de prisão em aberto e era investigado em 16 inquéritos.
De acordo com a corporação, “Nego Drama” era apontado como integrante de uma organização criminosa com atuação na Região Metropolitana de Salvador. Ele era investigado por crimes violentos e tráfico de drogas e estava na carta Cinco de Espadas do Baralho do Crime.

O confronto aconteceu durante a segunda fase da Operação Fariseus, que contou com a participação de cerca de 50 policiais do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).
Segundo a Polícia Civil, as equipes receberam informações de que o suspeito estava em Valéria e foram até o local para cumprir um dos mandados de prisão.
Ainda conforme a corporação, durante a aproximação dos agentes, “Nego Drama” atirou contra os policiais, dando início a um confronto. Ele foi baleado na troca de tiros.
O homem foi socorrido e levado para o Hospital do Subúrbio, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pela equipe médica da unidade.
Durante a ação, os policiais apreenderam uma pistola, munições e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações. A arma será submetida a perícia para verificar se foi utilizada em outros crimes cometidos na região.
Investigado por 14 homicídios
As investigações conduzidas pela 4ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes da Região Metropolitana de Salvador (4ª DTE/RMS) apontavam que “Nego Drama” era investigado em 16 inquéritos policiais.
Desse total, 14 eram relacionados a homicídios e dois ao tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil. Ele também tinha registro de prisão em flagrante por tráfico de drogas.

Entre os mandados de prisão estavam ordens relacionadas a investigações de homicídios. Uma delas apura as mortes de Wellington de Lima Pereira e Hosana Yanna.
Outro mandado estava relacionado à morte do adolescente Kaue Batista dos Santos, de 16 anos. Segundo a investigação, o jovem foi morto a tiros dentro de casa, no bairro do Gravatá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Violência na Bahia
A Bahia continua entre os estados com maiores taxas de homicídio do Brasil, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou taxa de 40,9 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2024, a segunda maior do país, atrás apenas do Amapá, que apresentou índice de 45,7.
Em números absolutos, a Bahia registrou 6.061 mortes violentas em 2024, o maior do país e à frente de estados mais populosos, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo o estudo, Pernambuco aparece na segunda posição nacional, com 3.534 homicídios registrados em 2024. O número baiano representa 71,5% a mais do que o contabilizado pelo estado vizinho.
Apesar do número absoluto elevado, o Atlas também aponta redução nos homicídios na Bahia em comparação com anos anteriores. O estado foi um dos que apresentaram maior queda absoluta no número de assassinatos em 2024, com 555 mortes a menos em relação ao ano anterior.
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