Líder de facção em cidade baiana morre após operação policial em Alagoas

Caíque Ramos, o "Sampa", era líder de uma facção criminosa que atua em Ibirataia e foi localizado em Flexeiras (AL) após uma operação integrada das polícias

Por Lucas Pereira.

O líder de uma facção com atuação na cidade baiana de Ibirataia, na região Sul, foi localizado e morto na manhã deste sábado (31), durante uma ação interestadual no interior de Alagoas. Caíque Ramos de Sousa Azoline, conhecido pelo vulgo "Sampa", era o principal alvo da Operação Pau D’Arco, que investigava crimes de tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro. 

Caíque Ramos, o

O criminoso foi encontrado por forças integradas de segurança no município de Flexeiras (AL) que fica a 62 km da capital Maceió. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou ao Aratu On, era de lá que “Sampa” coordenava as atividades ilícitas em território baiano.

Durante o cerco policial, "Sampa" e dois comparsas reagiram à abordagem, dando início a um confronto armado. Os três suspeitos foram atingidos e socorridos para uma unidade de saúde local, mas não resistiram aos ferimentos. No esconderijo, as equipes apreenderam armas, munições e grande quantidade de entorpecentes.

A ação foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia e de Alagoas, com apoio fundamental da CIPE Central (PMBA), da 9ª COORPIN e do BOPE alagoano. 

Vale lembrar que neste mês de janeiro, outros líderes de facções criminosas da Bahia também foram alcançados pelas forças de segurança.  Robson Ferreira de França, mais conhecido como "Bibiu", líder do tráfico na Gamboa, morreu na cidade baiana de Morporá, no dia 29.

No dia 27, um dos líderes do crime em Juazeiro, foi preso pela polícia em Petrolina (PE). A prisão ocorreu durante a Operação Zeus, que também resultou no bloqueio judicial de cerca de R$ 10 milhões em contas bancárias usadas pela organização criminosa, que mantém atuação tanto em Juazeiro quanto em Petrolina.

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Facções criminosas e o poder de Estado

O professor Luciano Pontes, especialista em Direito Penal e Segurança Pública, destaca que essa expansão das facções nacionais ocorre num cenário marcado pela ausência do Estado em áreas periféricas:

“Salvador apresenta bairros periféricos grandes, em relevos acidentados, com população carente em extrema pobreza. O crime organizado adentra e acaba fazendo o papel do Estado, ordenando o território e impondo suas próprias leis, contrariando o Estado democrático de direito.”

Pontes ainda menciona como os criminosos já se organizam como Estado, a exemplo do “Tribunal do Crime”, onde os próprios aliados fazem juízo de valor das ações dos integrantes. 

Antes da chegada do Comando Vermelho, a facção Comando da Paz, criada em 2007 no Presídio Salvador, tornou-se, em meados de 2020, uma célula do CV, segunda maior organização criminosa do país, que surgiu na década de 1970 no Rio de Janeiro.

Por outro lado, o BDM, conhecido pelas ruas da capital em 2010, como Caveira - foi uma das facções mais antigas da Bahia, entrando em declínio após a morte de seu líder em 2019. Atualmente, possui aliança com o TCP, terceira maior facção do Rio de Janeiro.

Líder de facção em cidade baiana morre após operação policial em Alagoas. Foto: Ascom/PCBA

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