Jovem com autismo desaparecido é encontrado morto após quase uma semana na Bahia
Um adolescente de 14 anos foi encontrado morto na tarde de quarta-feira (25) no município de Jequié, na Bahia
Por Da redação.
Um adolescente de 14 anos foi encontrado morto na tarde de quarta-feira (25) no município de Jequié, no sudoeste da Bahia, após permanecer desaparecido por quase uma semana. O corpo de Pedro Jorge Senhorinho da Silva foi localizado em avançado estado de decomposição em uma área de matagal na região conhecida como Brejo, nas proximidades do bairro Mandacaru.

Moradores da região rural encontraram o corpo e acionaram as forças de segurança. Equipes das polícias Civil e Militar estiveram no local, acompanhadas por peritos do Departamento de Polícia Técnica. Segundo informações preliminares, o cadáver apresentava avançado estado de decomposição e o rosto já estava esquelético, o que dificultou a identificação imediata. A vítima vestia bermuda preta e camisa marrom. Após a perícia inicial, os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Jequié para a realização da necropsia.
Pedro Jorge Senhorinho da Silva estava desaparecido desde o último domingo (22). Ao Aratu On, a Polícia Civil informou que, de acordo com relatos do boletim de ocorrência, o adolescente foi retirado de casa por um grupo de homens, ainda não identificados. O adolescente tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e costumava vender doces na região central da cidade.

Violência na Bahia
A Bahia apareceu como o segundo estado mais violento do Brasil em 2024, de acordo com dados do Anuário de Segurança Pública, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o ranking, o Amapá lidera a lista dos estados mais violentos do Brasil, com uma taxa de 45,1 mortes por 100 mil habitantes. Em seguida, aparecem a Bahia (40,6), Ceará (37,5), Pernambuco (36,2) e Alagoas (35,4).
O estudo aponta que, em 2024, foram registrados 6.036 homicídios na Bahia, em números absolutos, o que representa uma taxa de 40,6 casos a cada 100 mil habitantes. Mas, apesar da posição no ranking, a Bahia apresentou uma redução de 8,4% em relação ao anuário anterior, de 2023, quando a taxa de mortalidade era de 44,4 por 100 mil habitantes.
Ainda segundo o estudo, Salvador é a segunda capital brasileira com mais mortes violentas intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. A capital baiana fica atrás apenas do Macapá, no Amapá.
De acordo com o documento, a taxa de mortes violentas intencionais em Salvador, no ano passado, foi de 61, enquanto em Macapá a taxa foi de 71. As MVI contemplam mortes de policiais civis e militares em situações de confronto, além de mortes decorrentes de intervenção policial (em serviço e fora de serviço).
Comparando com 2022, no entanto, Salvador apresentou redução no total de MVI - de 65,2 para 61,0, o que representa uma diminuição de 6,5%. A diferença é acima da média nacional (3,4%).
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).